Participar de um moto clube é, acima de tudo, buscar liberdade: viver o entretenimento entre pessoas que acreditam na estrada, no vento no rosto e na vida sobre duas rodas. É sentir o mundo passar enquanto a alma acelera — fato.
Mas esse caminho precisa ser, essencialmente, um hobby saudável. Um refúgio do estresse da semana, sem perder de vista o que sustenta a vida: trabalho, família e lazer. Tudo em equilíbrio, guiado por respeito, dedicação e senso de justiça.
Na prática, porém, nem sempre é assim. As diferenças de comportamento, os choques de valores e a dificuldade de alinhar ideias acabam minando a harmonia. E então a união se rompe, a caminhada encurta e as parcerias, pouco a pouco, se desintegram…
Enquanto a politicagem se repete no Brasil e a corrupção atravessa gerações, o salário mínimo cumpre um papel cruel: não reduz desigualdades, apenas empurra milhões para o mesmo degrau de miséria.
Não nivela pobres e ricos — porque os ricos nunca são afetados —, mas condena os pobres a uma renda que mal permite pagar para trabalhar.
Viajar, conhecer outros estados, países, municípios ou até bairros mais distantes da própria cidade torna-se um privilégio inalcançável para quem vive preso à lógica da sobrevivência.
Enquanto isso, as mesmas figurinhas carimbadas seguem no poder, recicladas em cargos e discursos, ludibriando o povo e mantendo a população sob controle.
Constroem suas riquezas com redes familiares e amizades cúmplices, alimentadas pelo dinheiro público, amparadas por um sistema judicial que, em vez de romper o ciclo, frequentemente o legitima.
Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Por Michel Sales
Megadeth (2026) — supostamente a derradeira cocada preta
do Megadeth — chegou em janeiro com os dois pés na porta. Um disco simplesmente
matador, um golpe seco no crânio de qualquer desavisado que ainda duvide da
força dessa banda.
Taquipariuuu… que discaralho dos infernos. Riffs
cirúrgicos, bateria descomunal na medida exata e uma agressividade que remete
diretamente aos tempos mais longínquos do quarteto: Countdown to Extinction (1992), Youthanasia (1994) e Cryptic Writings (1997). Um álbum realmente
animalesco, sem gordura, sem concessões.
Com uma faixa melhor que a outra, o Megadeth surge
desafiando a promessa gravitacional do fim da banda — algo que, sejamos
honestos, só deve acontecer quando Mustaine bater as botas (indiferente de sua "desculpa esfarrapada" já anunciada). Quanto à capa,
assinada por Blake Armstrong para o 17º disco, à primeira vista ela pode
parecer opaca, até pouco inspirada. Mas o conceito fala alto: Vic Rattlehead, a
icônica mascote da banda, literalmente em chamas. Uma metáfora visual direta e
brutal — a queima, o encerramento, o fim de algo gigantesco.
E já são mais de 40 anos do Megadeth martelando temas
centrais da vida social, evocando resistências, colapsos, conflitos e futuros
distópicos. A bolachinha produzida também por Chris Rakestraw, traz 11 pauladas certeiras - sendo nove assinadas por Teemu Mäntysaari (G), um feito inédito ao lado de Mustaine. Esse petardo elegante conecta ainda a fantástica “Ride The Lightning”, resgatando os tempos primordiais de Mustaine no Metallica, fechando um ciclo histórico.
No mais, disco nota 10. Dificilmente isso aqui soa como
o verdadeiro fim do Megadeth — mas, se for mesmo, Mustaine fechou com chave de
ouro. Desde Youthanasia não se via um trabalho tão sólido, coeso e devastador
do início ao fim - surreal.
Nota: 10
FAIXAS
1. Tipping Point
2. I Don't Care
3. Hey, God?!
4. Let There Be Shred
5. Puppet Parade
6. Another Bad Day
7. Made to Kill
8. Obey the Call
9. I Am War
10. The Last Note"
11. Ride the Lightning (Metallica) - (faixa bônus)
Marcello Pompeu apresenta tributo visceral
aos mestres do Thrash Metal e abre agenda para grandes shows em 2026
Por Michel Sales
Um dos nomes mais respeitados do metal extremo
brasileiro, Marcello Pompeu, vocalista histórico do Korzus, apresenta ao
público o Slayer Tribute Project, um espetáculo intenso, fiel e emocional que
celebra o legado de uma das bandas mais influentes da história do Thrash Metal:
o Slayer.
O projeto nasce da conexão profunda entre Pompeu e a
estética sonora que moldou gerações. E mais do que um show tributo, o Slayer
Tribute Project promete uma experiência crua e visceral, resgatando a essência
primitiva do Thrash Metal, com repertório centrado em álbuns clássicos como
Reign in Blood, Seasons in the Abyss e Angel of Death, além de clássicos do
próprio Korzus. A proposta é recriar, no palco, a agressividade, a velocidade e
a atmosfera que transformaram o Thrash Metal em um marco definitivo do metal
extremo mundial.
“Esse tributo é uma vivência real, sendo o Slayer
uma escola definitiva não somente para mim, mas uma banda que influenciou milhares
de headbangers, e diretamente a minha identidade como vocalista e compositor. Portanto,
subir ao palco com esse repertório é revisitar a raiz do que me fez seguir no
metal”, afirma Marcello Pompeu.
Com uma trajetória consolidada desde os anos 1980,
Pompeu é referência incontestável do Thrash Metal Nacional. À frente do Korzus
desde 1983, construiu uma carreira marcada por consistência artística,
reconhecimento internacional e fidelidade absoluta ao gênero. Além de cantor e
compositor, também atua como produtor musical, com destaque para o Grammy Latino
conquistado em 2009, e colaborações relevantes na cena pesada brasileira,
incluindo participação no projeto Sepulquarta, do Sepultura, além de produções
para o Oficina G3, Torture Squad e outras centenas de bandas.
“O Slayer Tribute Project foi concebido para
palcos de médio e grande porte, festivais, eventos temáticos e circuitos
internacionais, com produção visual impactante e performance vocal que imprime
identidade própria sem descaracterizar o legado homenageado”, reforçou
o vocalista.
A agenda para grandes shows em 2026 já está oficialmente
aberta, com foco em festivais de metal, turnês especiais, circuitos de
motociclismo e apresentações exclusivas no Brasil e no exterior. “É um
projeto pensado para quem vive o metal de verdade. Ou seja, não é nostalgia
vazia, é respeito, intensidade e entrega total”, finaliza Pompeu.
SERVIÇO
Slayer Tribute Project
Com Marcello Pompeu
Thrash Metal extremo
Agenda aberta para grandes shows e festivais em 2026
Contato para shows e imprensa: (95) 99158-6772 – (95)
99123-5356 - macielstsseven@gmail.com
Feira Literária movimenta a Pracinha do
Caimbé nesta quinta
Por Michel Sales
Inaugurando o calendário literário de 2026, a nova
edição da Feirinha Literária Letra & Arte acontece nesta quinta-feira, 15, na
pracinha do Caimbé, em Boa Vista, a partir das 19h. O encontro reunirá autores, sebos, clubes de leitura e
vendedores de livros novos e usados. A programação incluirá ainda bate-papo com
escritores locais, espaço para troca de livros, encontro de clubes de leitura e
comercialização de obras e itens literários.
Segundo a coordenadora Marcia Iully, “A iniciativa
também busca incentivar o consumo da literatura regional, valorizando talentos
locais por meio de sessões de autógrafos e bate-papos sobre o processo criativo
dos autores”.
Entre os nomes já confirmados estão: Bruno Garmatz, João
Euclides, Jacilene Cruz, Petira Maria, Willy Rilke, Michel Sales, Robson Poeta,
Mariane Level, Aldenor Pimentel, Cristino Wapichana, Kamuu Dan, Maria Oliveira,
Clube 3D, Francisco (artigos cristãos), Clube dos Livros, Maria Eduarda, Clube
dos Livros GB, Clara Fernandes, Amanda Nobre, JL Papelaria e Variedades e Maria
Rita.
O evento será realizado na nua Hercílio Cidade, nº 448
(ou pela Avenida Mário Homem de Melo, nº 4535), no bairro Caimbé.