segunda-feira, 30 de março de 2026

5ª FEIRA RORAIMENSE DE QUADRINHOS

Roraima vira palco da criatividade com festival de HQs e artistas independentes neste final de semana

Programação reunirá artistas locais e nacionais

Por Michel Sales

 

A Feira Roraimense de Quadrinhos chega à sua 5ª edição consolidada como um dos principais eventos do segmento no Norte do país. Com uma programação diversificada, o encontro reúne talentos regionais e nacionais, entre artistas consagrados e novos criadores que se destacam por produções autorais inovadoras. A edição de 2026 será realizada neste sábado, 4, e domingo, 5, no Roraima Garden Shopping, a partir das 14h.

De acordo com o coordenador Rhafa Porto, o público pode esperar uma experiência completa e envolvente. “Teremos uma grande variedade de quadrinhos produzidos em Roraima e em outras regiões do Brasil, valorizando obras autorais. Além disso, a programação inclui palestras, lançamentos, bate-papos com artistas e sorteios especiais”, destacou.

Neste ano, o evento ganha novamente ainda mais relevância ao integrar o II Circuito Amazônico de Quadrinhos, iniciativa que percorre capitais da região Norte — como Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Palmas (TO) — promovendo a circulação de artistas e inserindo suas produções no cenário nacional e internacional. A proposta é fortalecer a conexão entre criadores e ampliar o alcance das narrativas que unem texto e imagem em histórias marcantes.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos é um grande diferencial da nossa programação. Teremos convidados especiais e o apoio de importantes parceiros da cultura pop, como @semanadoquadrinho.mao, @norteemquadrinhos e @escoladedesenhorr”, reforçou Porto.

Mais do que um espaço de exposição, a Feira Roraimense de Quadrinhos busca ampliar a visibilidade dos quadrinistas locais e destacar as HQs como uma ferramenta relevante para a educação, a cultura e a inclusão, especialmente no ambiente escolar.

SERVIÇO

5ª Feira Roraimense de Quadrinhos

Local: Roraima Garden Shopping

Data: 4 e 5 de abril

Horário: a partir das 14h

domingo, 29 de março de 2026

CARACH ANGREN

Sangue, mar e condenação no Holandês Voador

Por Michel Sales

 

Se você tem estômago pra histórias grotescas, carregadas de sangue, desespero e condenação, então Where the Corpses Sink Forever (2012) é exatamente o tipo de experiência que não se escuta, mas se atravessa. Terceiro álbum do Carach Angren, o disco é menos uma coleção de faixas e mais um pesadelo contínuo em forma de black metal sinfônico.

A espinha dorsal do álbum gira em torno de um navio fantasma e sua tripulação condenada, inspirado no mito do Flying Dutchman (Holandês Voador). Mas aqui não tem romantização marítima: a banda transforma a lenda em um espetáculo macabro, com uma abordagem muito mais brutal, visual e quase cinematográfica.

Cada música funciona como um fragmento dessa narrativa sombria: um capitão amaldiçoado, homens presos a um destino eterno, e uma sucessão de eventos onde morte, loucura e punição sobrenatural se entrelaçam. Tudo conduzido como um roteiro de horror gótico, sustentado por orquestrações densas, mudanças de clima bem calculadas — do suspense ao caos absoluto — e vocais que não apenas gritam, mas encenam.

Se a ideia é entender rapidamente o impacto do disco, algumas faixas são chave. “The Sighting Is a Portent of Doom” abre como uma introdução cinematográfica imersiva; “Bloodstains on the Captain’s Log” constrói tensão narrativa de forma crescente; “In the Wake of Poseidon” amplia a sensação épica e fatalista; e “The Funeral Dirge of a Violinist” entrega um dos momentos mais sombrios e dramáticos do álbum.

Não é um disco para audição descompromissada. Ou você entra na história, ou ele vira apenas ruído ornamentado. Mas, se entrar, dificilmente sai ileso.

Nota: 10

quarta-feira, 25 de março de 2026

POLÍTICA

REALIDADE INSANA NA TERRA PLANA


Nos últimos 20 anos (2006 a 2026), a América do Sul tem sido surrupiada pela esquerda implantando políticas socialistas e comunistas, lavando dinheiro público, contaminando o povo com drogas, ampliando as favelas, favorecendo o terrorismo nas ruas, tornando a vida das nações improdutivas com discursos falsos sobre tecnologia, inovação, desenvolvimento, sustentando um futuro que nunca chega.

Vide os nomes dos principais 'freios de mão' que deixaram um legado demasiadamente depressivo, corrosivo e destrutivo para o povo:

BRASIL: Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Roussef. 

ARGENTINA: Néstor Kirchner, Cristina Kirchner, Alberto Fernández.

CHILE: Michelle Bachelet, Gabriel Boric. 

COLÔMBIA: Gustavo Petro. 

VENEZUELA: Hugo Chávez, Nicolás Madurol. 

BOLÍVIA: Evo Morales, Luis Arce. 

URUGUAI: Tabaré Vázquez, José "Pepe" Mujica. 

EQUADOR: Rafael Correa. 

PERU: Ollanta Humala, Pedro Castillo. 

PARAGUAI: Fernando Lugo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

MOTOCICLISMO

SOBRE DUAS RODAS

Por Michel Sales

Participar de um moto clube é, acima de tudo, buscar liberdade: viver o entretenimento entre pessoas que acreditam na estrada, no vento no rosto e na vida sobre duas rodas. É sentir o mundo passar enquanto a alma acelera — fato.

Mas esse caminho precisa ser, essencialmente, um hobby saudável. Um refúgio do estresse da semana, sem perder de vista o que sustenta a vida: trabalho, família e lazer. Tudo em equilíbrio, guiado por respeito, dedicação e senso de justiça.

Na prática, porém, nem sempre é assim. As diferenças de comportamento, os choques de valores e a dificuldade de alinhar ideias acabam minando a harmonia. E então a união se rompe, a caminhada encurta e as parcerias, pouco a pouco, se desintegram…

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

POESIA

 POR QUE DEIXAR?


Bora, minha gente

Hoje é dia de viver

Porque amanhã pode ser tarde

E o tempo não espera ninguém


Bora aproveitar

Bora viver agora

Sem deixar pra outro dia

O que faz a alma existir


Porque o relógio não perdoa

E a vida passa

...

 Rápido demais


(Michel Sales)

POLÍTICA

CONTANDO OS MIÚDOS 

Por Michel Sales 

Enquanto a politicagem se repete no Brasil e a corrupção atravessa gerações, o salário mínimo cumpre um papel cruel: não reduz desigualdades, apenas empurra milhões para o mesmo degrau de miséria. 

Não nivela pobres e ricos — porque os ricos nunca são afetados —, mas condena os pobres a uma renda que mal permite pagar para trabalhar. 

Viajar, conhecer outros estados, países, municípios ou até bairros mais distantes da própria cidade torna-se um privilégio inalcançável para quem vive preso à lógica da sobrevivência.

Enquanto isso, as mesmas figurinhas carimbadas seguem no poder, recicladas em cargos e discursos, ludibriando o povo e mantendo a população sob controle. 

Constroem suas riquezas com redes familiares e amizades cúmplices, alimentadas pelo dinheiro público, amparadas por um sistema judicial que, em vez de romper o ciclo, frequentemente o legitima.

domingo, 18 de janeiro de 2026

O FIM DE UMA ERA?

Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth

Por Michel Sales

 

Megadeth (2026) — supostamente a derradeira cocada preta do Megadeth — chegou em janeiro com os dois pés na porta. Um disco simplesmente matador, um golpe seco no crânio de qualquer desavisado que ainda duvide da força dessa banda.

Taquipariuuu… que discaralho dos infernos. Riffs cirúrgicos, bateria descomunal na medida exata e uma agressividade que remete diretamente aos tempos mais longínquos do quarteto: Countdown to Extinction (1992), Youthanasia (1994) e Cryptic Writings (1997). Um álbum realmente animalesco, sem gordura, sem concessões.

Com uma faixa melhor que a outra, o Megadeth surge desafiando a promessa gravitacional do fim da banda — algo que, sejamos honestos, só deve acontecer quando Mustaine bater as botas (indiferente de sua "desculpa esfarrapada" já anunciada). Quanto à capa, assinada por Blake Armstrong para o 17º disco, à primeira vista ela pode parecer opaca, até pouco inspirada. Mas o conceito fala alto: Vic Rattlehead, a icônica mascote da banda, literalmente em chamas. Uma metáfora visual direta e brutal — a queima, o encerramento, o fim de algo gigantesco.

E já são mais de 40 anos do Megadeth martelando temas centrais da vida social, evocando resistências, colapsos, conflitos e futuros distópicos. A bolachinha produzida também por Chris Rakestraw, traz 11 pauladas certeiras - sendo nove assinadas por Teemu Mäntysaari (G), um feito inédito ao lado de Mustaine. Esse petardo elegante conecta ainda a fantástica “Ride The Lightning”, resgatando os tempos primordiais de Mustaine no Metallica, fechando um ciclo histórico.

No mais, disco nota 10. Dificilmente isso aqui soa como o verdadeiro fim do Megadeth — mas, se for mesmo, Mustaine fechou com chave de ouro. Desde Youthanasia não se via um trabalho tão sólido, coeso e devastador do início ao fim - surreal.

Nota: 10

FAIXAS

1. Tipping Point

2. I Don't Care

3. Hey, God?!

4. Let There Be Shred

5. Puppet Parade

6. Another Bad Day

7. Made to Kill

8. Obey the Call

9. I Am War

10. The Last Note"

11. Ride the Lightning (Metallica) - (faixa bônus)

5ª FEIRA RORAIMENSE DE QUADRINHOS

Roraima vira palco da criatividade com festival de HQs e artistas independentes neste final de semana Programação reunirá artistas locais ...