sexta-feira, 17 de abril de 2026

LEGADO ESTRIDENTE

Lepthospirose volta à cena com nova formação e promessa de grande espetáculo

Por Michel Sales


Após um longo período de hiato, a lendária banda roraimense Lepthospirose anuncia seu aguardado retorno aos palcos em 2026, reacendendo a chama do metal produzido no extremo norte do país. A nova formação conta com João Batista (vocal), Frankson Rodrigues (baixo), Rodrigo Baraúna (guitarra), Thiago Moreira (guitarra) e Jon Nelson (bateria).

Como parte desse comeback, o grupo também apresenta um material especial em formato de quadrinho, que revisita sua trajetória e legado dentro da cena underground. O conteúdo já está disponível ao público por meio do link.

A história da Lepthospirose remonta a 2001, em um momento simbólico para o rock nacional, impulsionado pelo impacto do Rock in Rio na cultura jovem brasileira. Em Boa Vista, no bairro Pricumã, um grupo de amigos se reunia para assistir aos shows e alimentar o desejo de criar algo próprio. Foi desse ambiente que nasceu a banda, inicialmente sem nome, mas já carregando atitude e identidade.

O ponto de consolidação veio na casa de Frankson Rodrigues, espaço que se tornou referência para encontros da cena rock local. Ali, entre influências que transitavam do punk ao heavy metal, surgiu o nome Lepthos — inspirado em “leptospirose” — refletindo uma estética agressiva, crua e provocadora.

Ao longo de sua trajetória, a banda enfrentou conflitos internos, mudanças de formação e desafios típicos de grupos independentes. Ainda assim, resistiu. Seu primeiro show, marcado por problemas técnicos e tensão entre os integrantes, quase foi também o último. Mas a persistência falou mais alto, e a Lepthospirose seguiu construindo sua identidade nos palcos de Boa Vista, atravessando gerações com sua sonoridade intensa e autêntica.

Agora, mais de duas décadas depois, o retorno chega com uma nova perspectiva. Segundo o vocalista João Batista, o tempo trouxe maturidade e uma visão mais clara sobre os caminhos da banda. “Estamos muito mais maduros e coesos. Sabemos o que queremos e em breve vamos mostrar isso”, afirma.

O afastamento também impactou a forma como o grupo enxerga sua própria trajetória. “Mudou sim. Temos uma outra abordagem pra esse novo momento, mas sem perder a essência”, destaca João.

A data e o local do show de reestreia já estão definidos, mas serão revelados oficialmente em um evento especial no Porão do Alemão, mantendo o clima de expectativa entre os fãs. Sobre o retorno aos palcos, a promessa é de uma apresentação marcante: “O público pode esperar um super show, nos moldes dos especiais antigos do Iron Maiden”, antecipa o vocalista, indicando uma experiência intensa e nostálgica.

Neste primeiro momento, o foco será revisitar os tempos áureos da banda, resgatando clássicos que marcaram sua trajetória. No entanto, a nova fase também abre espaço para futuras novidades.

O anúncio do retorno foi recebido com entusiasmo pelo público. “A reação foi a melhor possível: muito incentivo, torcida pra que dê certo e muita euforia, principalmente dos fãs mais saudosos”, relata João. Sobre a possibilidade de conquistar uma nova geração, ele acredita que o movimento será natural: “Acho que assim que começar, muitos vão descobrir a banda”.

Com mais experiência, alinhamento e energia renovada, a Lepthospirose se prepara para reafirmar seu espaço na cena metal, carregando consigo a essência que sempre definiu sua identidade: atitude, peso e paixão pelo rock.

sábado, 11 de abril de 2026

STAR ONE

Riffs pesados e refrões chicletes em Revel In Time

Por Michel Sales

 

No fim do período mais crítico da pandemia de Covid-19, o multi-instrumentista Arjen Anthony Lucassen lançou Revel in Time (2022), terceiro trabalho do projeto Star One. Diferente do Ayreon, aqui Lucassen abandona quase completamente os elementos folk e mergulha em uma abordagem mais direta, pesada e orientada ao metal.

Desde Victims of the Modern Age (2010), Revel in Time chega com vontade de expandir a identidade do Star One, mas também sem repetir a fórmula de Space Metal (2002). O resultado é um disco que mantém a base do metal progressivo, mas incorpora com mais evidência elementos de hard rock, power metal e música eletrônica, criando uma sonoridade densa, moderna e, evidentemente, cinematográfica.

O conceito gira em torno da viagem no tempo, explorada como um mosaico de possibilidades: paradoxos, futuros distópicos, revisões históricas e dilemas existenciais. Cada faixa funciona como uma variação desse tema, reforçando a ideia de que o tempo, aqui, é tanto ferramenta quanto ameaça. A construção musical acompanha esse conceito, alternando momentos de tensão, expansão e ruptura.

As referências de ficção científica aparecem dialogando com obras como Interstellar, Back to the Future, Doctor Who, The Terminator e Bill & Ted's Excellent Adventure. Essas influências ajudam a sustentar a atmosfera sci-fi que atravessa todo o álbum.

Lançado como disco duplo, Revel in Time apresenta duas versões das mesmas faixas, cada uma interpretada por vocalistas diferentes — uma escolha que reforça a proposta conceitual ao oferecer múltiplas leituras para o mesmo material. Entre os nomes convidados estão Russell Allen, Jeff Scott Soto, Joe Lynn Turner, Damian Wilson, Dan Swanö, Floor Jansen e Tony Martin, entre outros.

No mais, Revel in Time é um trabalho sólido, bem produzido e conceitualmente coerente, que reforça a capacidade de Lucassen de criar universos musicais complexos sem perder acessibilidade.

Nota: 7

LEGADO ESTRIDENTE

Evergrey e a estética da melancolia no metal progressivo

Por Michel Sales

 

Falar de Evergrey é entrar num dos territórios mais densos e emocionalmente carregados do metal progressivo moderno. Formada em Gotemburgo, na Suécia, em 1996, a banda já mostrou a que veio no debut The Dark Discovery (1998), um álbum que foge da empolgação juvenil típica de estreia e aposta direto em uma identidade sombria, introspectiva e extremamente coesa.

Ao longo dos anos, o Evergrey não apenas evoluiu — refinou sua própria assinatura. Com uma discografia que hoje soma 15 álbuns, o grupo construiu uma trajetória consistente, sem rupturas oportunistas. Trabalhos como The Storm Within (2016), The Atlantic (2019), Escape of the Phoenix (2021) e A Heartless Portrait (The Orphean Testament) (2022) mostram uma banda madura, confortável em explorar atmosferas melancólicas com peso e técnica.

Mas é em Recreation Day (2003) que essa proposta atinge um dos seus pontos mais altos. O disco mergulha em temas como morte, dor e reconstrução emocional, costurando narrativas sob diferentes perspectivas. Faixas como “As I Lie Bleeding” encaram o limite da existência, enquanto “I’m Sorry” (cover de Dilba Demirbag) traduz o luto em forma quase palpável.

A força do Evergrey está justamente na coerência: paranoia, fé, trauma e até abdução alienígena aparecem não como gimmick, mas como extensões de um universo lírico consistente. É uma banda que não tenta agradar — constrói um clima e te puxa pra dentro.

Se ainda não conhece, não espere um som fácil. O que você vai encontrar é um mergulho psicológico conduzido pela voz marcante de Tom S. Englund, acompanhado por músicos que entendem exatamente o peso e o espaço de cada nota.

domingo, 5 de abril de 2026

LEPTHOSPIROSE

A BANDA NASCIDA DO CAOS

Por Michel Sales 

Essa é a história de uma turma que resolveu trazer o heavy metal pra Roraima na marra, bebendo direto das bandas dos anos 70 e 80, com mais atitude do que estrutura e mais coragem do que noção. Era talento cru, criatividade no limite e um som tentando ecoar além das fronteiras — mesmo sem saber direito como.

E foi aqui mesmo, no meio do nada pro mapa do rock, que surgiram nomes que viraram referência. Alguns fizeram história, outros fizeram bagunça… mas todos deixaram marca — nem que fosse no improviso, no caos ou no lado mais cômico dos palcos da vida.

Acesse o link e baixe o quadrinho!

segunda-feira, 30 de março de 2026

5ª FEIRA RORAIMENSE DE QUADRINHOS

Roraima vira palco da criatividade com festival de HQs e artistas independentes neste final de semana

Programação reunirá artistas locais e nacionais

Por Michel Sales

 

A Feira Roraimense de Quadrinhos chega à sua 5ª edição consolidada como um dos principais eventos do segmento no Norte do país. Com uma programação diversificada, o encontro reúne talentos regionais e nacionais, entre artistas consagrados e novos criadores que se destacam por produções autorais inovadoras. A edição de 2026 será realizada neste sábado, 4, e domingo, 5, no Roraima Garden Shopping, a partir das 14h.

De acordo com o coordenador Rhafa Porto, o público pode esperar uma experiência completa e envolvente. “Teremos uma grande variedade de quadrinhos produzidos em Roraima e em outras regiões do Brasil, valorizando obras autorais. Além disso, a programação inclui palestras, lançamentos, bate-papos com artistas e sorteios especiais”, destacou.

Neste ano, o evento ganha novamente ainda mais relevância ao integrar o II Circuito Amazônico de Quadrinhos, iniciativa que percorre capitais da região Norte — como Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Palmas (TO) — promovendo a circulação de artistas e inserindo suas produções no cenário nacional e internacional. A proposta é fortalecer a conexão entre criadores e ampliar o alcance das narrativas que unem texto e imagem em histórias marcantes.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos é um grande diferencial da nossa programação. Teremos convidados especiais e o apoio de importantes parceiros da cultura pop, como @semanadoquadrinho.mao, @norteemquadrinhos e @escoladedesenhorr”, reforçou Porto.

Mais do que um espaço de exposição, a Feira Roraimense de Quadrinhos busca ampliar a visibilidade dos quadrinistas locais e destacar as HQs como uma ferramenta relevante para a educação, a cultura e a inclusão, especialmente no ambiente escolar.

SERVIÇO

5ª Feira Roraimense de Quadrinhos

Local: Roraima Garden Shopping

Data: 4 e 5 de abril

Horário: a partir das 14h

domingo, 29 de março de 2026

CARACH ANGREN

Sangue, mar e condenação no Holandês Voador

Por Michel Sales

 

Se você tem estômago pra histórias grotescas, carregadas de sangue, desespero e condenação, então Where the Corpses Sink Forever (2012) é exatamente o tipo de experiência que não se escuta, mas se atravessa. Terceiro álbum do Carach Angren, o disco é menos uma coleção de faixas e mais um pesadelo contínuo em forma de black metal sinfônico.

A espinha dorsal do álbum gira em torno de um navio fantasma e sua tripulação condenada, inspirado no mito do Flying Dutchman (Holandês Voador). Mas aqui não tem romantização marítima: a banda transforma a lenda em um espetáculo macabro, com uma abordagem muito mais brutal, visual e quase cinematográfica.

Cada música funciona como um fragmento dessa narrativa sombria: um capitão amaldiçoado, homens presos a um destino eterno, e uma sucessão de eventos onde morte, loucura e punição sobrenatural se entrelaçam. Tudo conduzido como um roteiro de horror gótico, sustentado por orquestrações densas, mudanças de clima bem calculadas — do suspense ao caos absoluto — e vocais que não apenas gritam, mas encenam.

Se a ideia é entender rapidamente o impacto do disco, algumas faixas são chave. “The Sighting Is a Portent of Doom” abre como uma introdução cinematográfica imersiva; “Bloodstains on the Captain’s Log” constrói tensão narrativa de forma crescente; “In the Wake of Poseidon” amplia a sensação épica e fatalista; e “The Funeral Dirge of a Violinist” entrega um dos momentos mais sombrios e dramáticos do álbum.

Não é um disco para audição descompromissada. Ou você entra na história, ou ele vira apenas ruído ornamentado. Mas, se entrar, dificilmente sai ileso.

Nota: 10

quarta-feira, 25 de março de 2026

POLÍTICA

REALIDADE INSANA NA TERRA PLANA


Nos últimos 20 anos (2006 a 2026), a América do Sul tem sido surrupiada pela esquerda implantando políticas socialistas e comunistas, lavando dinheiro público, contaminando o povo com drogas, ampliando as favelas, favorecendo o terrorismo nas ruas, tornando a vida das nações improdutivas com discursos falsos sobre tecnologia, inovação, desenvolvimento, sustentando um futuro que nunca chega.

Vide os nomes dos principais 'freios de mão' que deixaram um legado demasiadamente depressivo, corrosivo e destrutivo para o povo:

BRASIL: Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Roussef. 

ARGENTINA: Néstor Kirchner, Cristina Kirchner, Alberto Fernández.

CHILE: Michelle Bachelet, Gabriel Boric. 

COLÔMBIA: Gustavo Petro. 

VENEZUELA: Hugo Chávez, Nicolás Madurol. 

BOLÍVIA: Evo Morales, Luis Arce. 

URUGUAI: Tabaré Vázquez, José "Pepe" Mujica. 

EQUADOR: Rafael Correa. 

PERU: Ollanta Humala, Pedro Castillo. 

PARAGUAI: Fernando Lugo.

LEGADO ESTRIDENTE

Lepthospirose volta à cena com nova formação e promessa de grande espetáculo Por Michel Sales Após um longo período de hiato, a lendária...