sábado, 19 de setembro de 2026

THE MAGUS

O inferno é o caminho da sabedoria em Daemonosophia

Por Michel Sales 



Daemonosophia (2026), pedrada do The Magus, é mais um discaralhoooo simplesmente satânico — ou melhor, uma jornada rumo à “Demonhood”, uma busca de conhecimento e transformação pelo Infernal, em oposição ao Divino.

O título já entrega boa parte da proposta. “Daemonosophia” pode ser entendido como uma espécie de “sabedoria demoníaca” ou “sabedoria através do daemon”. Mas o conceito vai muito além da imagem de uma criatura sobrenatural maligna. Para The Magus, o Daemon representa uma dimensão interior, obscura e transgressora do ser humano. 

É justamente aí que o álbum começa a ficar mais interessante. Segundo o próprio músico, o Infernal seria mais autêntico e mais próximo da psique humana. Há, portanto, uma inversão deliberada da perspectiva religiosa tradicional: de um lado, Divino → verdade → salvação; do outro, Infernal → conhecimento → transformação.

Não se trata simplesmente de “adorar o mal”, mas de mergulhar justamente naquilo que as estruturas religiosas tradicionais colocaram no território do proibido, do impuro e do demoníaco. O Inferno, aqui, deixa de ser apenas um destino de condenação e passa a funcionar como território de investigação.

E The Magus leva essa ideia ainda mais longe ao construir uma espécie de triângulo metafísico, formado por três forças: Lucifer/Samael → Vontade; Tiamat/Leviathan → Sabedoria; Satan/Belial → Ação. Lucifer/Samael ocupa o centro como aquele que possui a chave. De um lado estão Tiamat e Leviathan, associados à Sabedoria; do outro, Satan e Belial, ligados à Ação. A dinâmica é quase uma equação ocultista: Vontade → Sabedoria → Ação. Ou, colocando em termos mais diretos: querer conhecer → conhecer → agir e transformar. A Vontade coloca tudo em movimento. Por isso, Lucifer não aparece simplesmente como o “Diabo” da tradição cristã, mas assume uma função quase prometeica: aquele que possui a chave e abre aquilo que estava fechado.

Uma das frases que sintetizam o conceito do álbum é: “The Six are Three. The Unholy Trinity. The Three are One. The Absolute. São seis nomes — Lucifer, Samael, Tiamat, Leviathan, Satan e Belial —, mas eles se organizam em três princípios fundamentais: Vontade, Sabedoria e Ação. E esses três, por sua vez, formam uma unidade. É quase uma operação simbólica de redução: 6 → 3 → 1. Múltiplas faces, três forças fundamentais e, finalmente, o Absoluto. Daí também a ideia de “The Unholy Trinity”, uma espécie de espelho invertido da Santíssima Trindade cristã. Se a tradição religiosa estabelece uma estrutura sagrada voltada ao Divino, The Magus constrói sua própria trindade a partir do Infernal.

E essa inversão está presente em outro dos conceitos centrais do álbum: “The Truth lies Below, not Above.” Tradicionalmente, o conhecimento superior é associado ao alto: céu → Deus → iluminação → verdade. The Magus vira essa geometria de cabeça para baixo: abismo → Infernal → sombra → verdade. O “Below”, portanto, representa aquilo que foi reprimido, escondido ou considerado inferior. É uma descida ao subterrâneo da própria existência — uma investigação daquilo que a moral convencional manda rejeitar.


Nesse sentido, Daemonosophia dialoga com uma tradição muito mais ampla do pensamento ocultista: a possibilidade de que o conhecimento esteja justamente naquilo que foi colocado à margem, no proibido, na sombra, naquilo que não deveria ser tocado. E é aqui que o daemon como representação da psique ganha força. Se o Infernal está mais próximo da natureza humana, o daemon pode ser entendido como uma representação de desejos, impulsos, vontade, transgressão, instintos, conhecimento proibido, sombra, transformação e autonomia diante de uma autoridade transcendental.

Daemonosophia seria, então, uma espécie de “sabedoria da sombra”. Não necessariamente: “Vou me tornar mau.” Mas: “Vou descer até aquilo que foi chamado de mau e descobrir o que existe ali.” Essa perspectiva dá ao álbum uma dimensão psicológica que vai muito além da parafernália satânica. A própria descrição de Daemonosophia fala em uma “journey to Demonhood”. E isso pode ser entendido como o estágio final dessa jornada. Não basta conhecer o demônio. É preciso tornar-se aquilo que o símbolo representa. A trajetória poderia ser resumida assim: ignorância → conhecimento → vontade → ação → transformação. A “Demonhood”, portanto, seria uma espécie de autotransformação através do contato com o Infernal. É uma inversão completa da narrativa cristã tradicional, na qual aproximar-se do demoníaco representa a queda. Aqui, ocorre justamente o contrário: a descida é o caminho para o conhecimento.

E o repertório acompanha essa construção conceitual. Faixas como “Pater Noster”, “Pseudoprophetae”, “Daemonosophia”, “The Six in Three Is All One”, “The Era of Lucifer Rising”, “Magia Obscura”, “Amelia”, “The Chapel of Iniquities” e “The Pact” ajudam a construir esse universo sombrio, ritualístico e filosófico. “Pseudoprophetae”, por exemplo, aborda os falsos profetas, falsos messias, falsos feiticeiros e mentirosos. A ideia se encaixa perfeitamente na proposta geral do álbum: questionar aqueles que afirmam possuir a verdade absoluta.

No fim das contas, Daemonosophia pode ser encarado como uma espécie de mitologia filosófica da transgressão. É um disco que utiliza o imaginário satânico e ocultista não apenas para provocar — embora provocar faça parte da brincadeira —, mas para construir uma narrativa sobre conhecimento, vontade, sombra e transformação. E talvez a fórmula mais simples para resumir toda essa viagem seja: Daemonosophia = buscar a verdade descendo ao Infernal, transformar conhecimento em vontade e vontade em ação. 

É justamente essa estrutura que faz de Daemonosophia algo mais interessante do que uma simples coleção de referências satânicas. Por trás dos símbolos, demônios, abismos e trindades profanas existe uma ideia muito mais humana: para conhecer aquilo que somos, talvez seja necessário primeiro encarar aquilo que aprendemos a esconder.

Nota: 8,5

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

CARACH ANGREN

João, Maria e o inferno doméstico

Por Michel Sales 



This Is No Fairytale (2015), quarto álbum de estúdio do Carach Angren, está entre os trabalhos mais narrativos, sombrios e perturbadores da banda. O próprio título já entrega a proposta: “Isto não é nenhum conto de fadas”.

Os holandeses pegaram a estrutura de João e Maria (Hansel and Gretel) e a transportam para uma realidade contemporânea, muito mais cruel do que qualquer floresta encantada. Em vez de duas crianças abandonadas pelos pais por causa da fome, encontramos personagens tentando escapar de um ambiente familiar brutal, marcado por violência e abuso.

Ardek contou que Seregor lhe apresentou uma versão extremamente distorcida de Hansel and Gretel. A ideia era justamente inverter a lógica da história: as crianças fogem de casa porque o verdadeiro horror está lá dentro. A floresta, portanto, não é necessariamente o lugar mais assustador. A casa é.

O álbum se desenvolve praticamente como um filme de horror dividido em capítulos. “Once Upon a Time”, a introdução instrumental, estabelece imediatamente a atmosfera de conto de fadas. Em seguida, “There’s No Place Like Home” apresenta uma ironia macabra: não há lugar como o lar — mas aquele lar é justamente o inferno. Em “When Crows Tick on Windows”, o ambiente de terror doméstico ganha contornos ainda mais perturbadores. Já “Two Flies Flew into a Black Sugar Cobweb” transforma uma das imagens mais conhecidas de João e Maria — a casa feita de doces — em uma armadilha sinistra.

A narrativa mergulha em temas pesados como violência doméstica, alcoolismo, drogas, abuso sexual infantil, sequestro, suicídio e elementos sobrenaturais. Tudo é apresentado dentro dessa espécie de conto de fadas deformado, no qual a fantasia não serve para aliviar a realidade, mas para torná-la ainda mais perturbadora. E talvez essa seja a grande chave conceitual de This Is No Fairytale: realidade versus conto de fadas.

O Carach Angren parece contaminar o universo fantástico pela brutalidade do mundo real. No conto tradicional, temos crianças, floresta, bruxa, casa de doces e perigo. Aqui, a sequência é outra: crianças, casa abusiva, fuga, mundo exterior, elementos de conto de fadas, pesadelo e, finalmente, realidade. É como se a banda perguntasse o tempo inteiro: “Isso é um conto de fadas?” A resposta está no próprio título: não, não é.

Ardek explicou que essa ambiguidade era justamente parte da proposta: fazer o ouvinte oscilar entre a fantasia e a realidade, sem saber exatamente onde termina uma e começa a outra. Daí a força do título e de toda a concepção narrativa do álbum.


Musicalmente, o horror de This Is No Fairytale também se distancia um pouco da atmosfera predominantemente sobrenatural de trabalhos anteriores. Aqui, o terror é muito mais humano e psicológico.

Ardek já explicou que o processo de composição funcionava quase como a criação da trilha sonora de um filme. Seregor apresentava a história; Ardek imaginava as cenas e transformava aquelas imagens em música. O resultado é um álbum que parece acompanhar visualmente cada acontecimento da narrativa.

E, na bolachinha, encontramos um verdadeiro arsenal: black metal agressivo, orquestrações grandiosas, cordas, piano, mudanças bruscas de atmosfera, passagens cinematográficas e vocais carregados de teatralidade, muitas vezes funcionando quase como uma narração. É como se o Carach Angren tivesse composto a trilha sonora de um filme de horror que nunca foi filmado.

Em This Is No Fairytale, a estrutura fantástica não é utilizada para nos afastar da realidade, mas justamente para nos obrigar a encará-la. O conto de fadas deixa de ser uma história sobre monstros escondidos na floresta e passa a ser uma metáfora para os monstros que vivem dentro de casa. E é justamente essa inversão — transformar fantasia em pesadelo e realidade em horror — que faz deste disco uma experiência tão perturbadora e, conceitualmente, tão interessante.

Nota: 10

CARACH ANGREN

Entre na floresta por sua conta e risco em Lammendam

Por Michel Sales


A fórmula dos discos do Carach Angren é tão somente aterrorizar os ouvintes. Descobri isso depois de apreciar o inigualável e nefasto Where the Corpses Sink Forever (2012). Desde então, mergulhei de cabeça na discografia desses holandeses sinistros, tentando assimilar cada vez mais esse lado obscuro, teatral e macabro de sua música.

Lammendam (2008) é um disco peculiarmente sinfônico e já mostra claramente a receita do Carach Angren lidando com o black metal atmosférico, a música clássica, a teatralidade e as histórias tenebrosas. Aqui, o horror nas letras se conecta com a construção das músicas. A história da bolachinha funciona praticamente como a trilha sonora de um filme de terror, num conceito que gira em torno da lenda de Lammendam/Leiffartshof, ligada às florestas de Schinveld, no sul dos Países Baixos. Por lá, segundo a lenda, uma misteriosa “Dama Branca” assombra a região. E o título da faixa final, *La Malédiction de la Dame Blanche*, entrega de bandeja a importância dessa figura para toda a trama.

A banda resolveu buscar inspiração numa lenda de seu próprio território, em vez de ficar naquela velha fórmula de satanismo, mitologia nórdica ou Tolkien, tão comum no metal extremo. O Carach Angren pega uma história local e transforma tudo em um conto sombrio, cheio de fantasmas, mortes e acontecimentos sobrenaturais.

Musicalmente, o disco é uma montanha-russa de calmaria, tensão, explosão, narrativa e violência sob guitarras, teclados, piano e violinos que aparecem se alternando e criando climas sinistros, anunciando que alguma coisa maléfica vai acontecer. E os vocais de Dennis “Seregor” Droomers são fundamentais nessa brincadeira, interpretando tudo passo a passo, conduzindo o ouvinte pela história. E ainda temos inglês, holandês, alemão e francês aparecendo em diferentes momentos, o que deixa tudo com uma cara ainda mais estranha e europeia.

É justamente aí que o Carach Angren mostra sua personalidade. Os teclados e os elementos clássicos ajudam a criar as cenas, aumentar a tensão e dar aquela sensação de que estamos acompanhando uma história macabra em tempo real. No mais, Lammendam é o cartão de visitas e o manifesto estético da banda. Portanto, apague as luzes e entre na floresta ouvindo sem moderação esse discaralhoooo. E não pule faixa nenhuma, pois as músicas se conectam quando apreciadas como uma obra única.

Nota: 8,5

terça-feira, 8 de setembro de 2026

POLÍTICA

OS SUPERPODERES DOS $UPER $UPREMO$

Fraquim — o líder mais enrolado e folgado de todos. Seu superpoder é ganhar tempo, permanecer em cima do muro e assistir ao circo pegar fogo sem jamais se comprometer com o incêndio.

Imoraes — de toga obscura, olhar sinistro e discurso ameaçador, seu poder consiste em transformar qualquer processo num labirinto jurídico, alimentando a discórdia e a hipocrisia.

Gil Merdas — o grande garantidor da “inconstitucionalidade nacional”. Seu superpoder é inverter a lógica dos fatos até que tudo pareça o contrário do que era. Lula, se antes era “ladrão”, depois das reviravoltas jurídicas vira apenas... um molusco.

Toffolão — seu superpoder é transformar dúvidas constitucionais em certezas monocráticas e, quando a sujeira aparece, demonstrar a incrível habilidade de empurrá-la para debaixo do tapete.

Dino da Silva Sauro — ex-ator das animações da TV Colosso, chef de cozinha nas horas vagas e especialista em derrubar árvores na floresta da pica dura. Seu maior feito? Ter encontrado uma vaga no seleto clube da luta do $TF.

Morgada LeFei — a vilã mais frágil da fraternidade. Seus poderes são facilmente absorvidos pelos demais carrascos do colarinho branco. Quando sempre se vê impotente, finge que ainda possui forças, mas acaba desaparecendo discretamente pelos becos do Palácio da Injustiça.

Criszannin — defensor dos mentirosos. Suas habilidades impressionam a plateia, que permanece horas no picadeiro, hipnotizada e ludibriada por discursos sebosos, enquanto ele desfila sua retórica pelo espetáculo.

Gonetty — seus poderes de PGR são baseados na dissimulação absoluta. Age como uma mamba-negra, espreitando nas sombras e aguardando o momento certo para desferir seu bote — sempre de maneira sorrateira, calculada e covarde.

CONSTITUIÇÃO PRA QUÊ?

Se um colegiado jurídico toma uma decisão acertada e justa, mas um único ministro pode simplesmente barrá-la com uma canetada monocrática, qual é, afinal, o peso das decisões colegiadas?

A sede de poder no Brasil é gritante. Há quem pareça mais interessado em concentrar autoridade e impor sua própria visão do que em respeitar os limites institucionais.

E, nesse jogo de egos, ideologias e interesses, quem acaba ficando no meio do caminho é o cidadão.

Oremos!

MAÇÃS PODRES

A corrupção no Brasil, nos últimos anos, vem tomando protagonismo a cada eleição, principalmente com a esquerda no poder, quando percebemos alguns dos casos mais horrendos do desgoverno nacional.

Enquanto isso, a população continua em meio às mazelas, servindo a um sistema que apenas articula injustiças e corrói o orçamento público, promovendo riquezas pessoais e entregando o caos ao povo.

Hoje, com Lula perpetuado no poder, observamos um Judiciário fajuto que o reconduziu à Presidência para continuar ludibriando os pobres com hipocrisia. E, com Lula, toda uma gama de politiqueiros, além de um sistema judiciário blindado, tem favorecido a corrupção incessante, desgastando as forças do povo para reverter decisões fraudulentas.

No mais, o povo continua pagando muito caro para mantê-los no poder e pagará ainda mais pelo resto da vida.

REPUBLIQUETA DAS BANANAS

Um desordeiro efeito dominó vem tomando conta do universo político brasileiro nos últimos dias. Enquanto a esquerda se movimenta com unhas e dentes na disputa pelo poder, setores do sistema judiciário também entram no centro das controvérsias, alimentando ainda mais a sensação de instabilidade institucional.

Um dia cai um delegado; no outro cai juízes, ministros, deputados, senadores... a sequência não tem fim. A cada nova queda, o jogo de poder desestabiliza o cenário político por completo, até alcançar a peça mais importante do tabuleiro: o presidente da republiqueta.

POLÍTICA

PEIXES FRESCOS NAS DISPUTAS POR PODER


No embate político entre direita e esquerda nestas eleições, em meio a crises jurídicas, conflitos institucionais e questionamentos sobre a própria constitucionalidade de determinadas decisões, o povo parece caminhar sobre uma corda bamba, oscilando de um lado para o outro, muitas vezes envolto em uma cortina de fumaça que dificulta enxergar, com clareza, os escândalos e as controvérsias que cercam aqueles que administram o dinheiro público nacional.

Na disputa pelo poder, o povão também se torna a grande presa dessa pescaria política. É fisgado pelos discursos e pelas narrativas dos meios de comunicação alinhados, de diferentes formas, aos interesses da direita ou da esquerda. Muitas vezes, sob o argumento da informação, a comunicação acaba funcionando como instrumento de disputa, influência e desorientação do eleitor, atuando diretamente sobre sua percepção da realidade.

Entre manchetes, algoritmos, discursos inflamados e verdades convenientemente selecionadas, o cidadão permanece no centro do jogo, mas nem sempre no controle dele. E, enquanto direita e esquerda disputam corações, mentes e votos, o país continua mergulhado em crises que parecem se repetir, alimentando um ciclo de polarização, desconfiança e pouca prosperidade — enquanto a justiça, tantas vezes prometida, permanece como uma espécie de horizonte distante.

POLÍTICA

O OPORTUNISMO DAS REELEIÇÕES

As pessoas não percebem — ou fingem não perceber — que, muitas vezes, a reeleição acaba servindo mais à manutenção do poder do que à transformação da realidade. Basta colocar no papel as promessas de campanha e comparar com o que, de fato, foi realizado: quase sempre, muito do que se prometeu não se converte em desenvolvimento social concreto durante os anos seguintes de permanência no poder municipal, estadual ou federal.

No Brasil, a reeleição parece ter se transformado em uma oportunidade política de reapresentar a esperança, muitas vezes sustentada por promessas que não se cumprem e discursos que se renovam a cada eleição.

Enquanto isso, o povo continua preso à crença nos supostos “salvadores”, perpetuando no poder aqueles que fazem da política uma espécie de farra com os recursos públicos — enquanto seguem decidindo, de cima para baixo, os destinos de uma população que permanece à margem do desenvolvimento que lhe foi prometido.

POLÍTICA

Um país dividido numa realidade distorcida


Na visão do povo, a insanidade política brasileira, dividida entre direita e esquerda, revela um país que parece sobreviver em um universo paralelo, mergulhado em uma realidade divergente, insana e marcada por uma Justiça que, aos olhos de muitos, perdeu a capacidade de inspirar confiança. Uma realidade fragmentada pela corrupção que atravessa os dois lados da moeda.

O Judiciário (OAB, $TF...), frequentemente acusado de agir sob forte influência política, tornou-se protagonista de alguns dos processos mais controversos e repercutidos na mídia. Enquanto isso, a politicagem parece dominar as contas públicas, acomodando-se em um sistema blindado por interesses, alianças e conveniências que alcançam lideranças do Congresso e setores que movimentam a economia e o poder no país.

Em outras palavras, o que resta ao cidadão é a sensação de sobreviver em uma realidade distorcida, na qual fatos são convenientemente omitidos, responsabilidades são relativizadas e o desenvolvimento social parece afundar em uma embarcação cada vez mais pesada, levando milhões de brasileiros às profundezas da desesperança.

E é inadmissível observar tanta gente simplesmente não dar a mínima para tudo isso. Enquanto cidadãos trabalham, pagam impostos e lutam para sobreviver, aqueles que saqueiam o dinheiro público — de qualquer lado do espectro político — parecem rir da nossa cara, acumulando fortunas para si enquanto a nação acumula problemas, desigualdade e miséria.

Mais ridículo ainda é ver carros adesivados com candidatos que carregam discursos de mudança, mas que, para muitos, representam justamente a continuidade dessa velha estrutura de poder. Candidatos disputando seu lugar na farra, buscando uma cadeira no mesmo sistema que dizem combater.

Gente, acordem. Não se trata de direita ou esquerda. Trata-se de não entregar o próprio futuro — e o futuro das próximas gerações — nas mãos de quem transforma o dinheiro público em patrimônio particular e o poder em instrumento de sobrevivência política.

Salvem a própria pele. Questionem. Fiscalizem. Não sejam massa de manobra. Porque, no fim das contas, quem paga a conta da corrupção somos nós. E quem herdará as consequências serão nossos filhos.

THE MAGUS

O inferno é o caminho da sabedoria em Daemonosophia Por Michel Sales  Daemonosophia (2026), pedrada do The Magus, é mais um discaralhoooo si...