quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

MOTOCICLISMO

SOBRE DUAS RODAS

Por Michel Sales

Participar de um moto clube é, acima de tudo, buscar liberdade: viver o entretenimento entre pessoas que acreditam na estrada, no vento no rosto e na vida sobre duas rodas. É sentir o mundo passar enquanto a alma acelera — fato.

Mas esse caminho precisa ser, essencialmente, um hobby saudável. Um refúgio do estresse da semana, sem perder de vista o que sustenta a vida: trabalho, família e lazer. Tudo em equilíbrio, guiado por respeito, dedicação e senso de justiça.

Na prática, porém, nem sempre é assim. As diferenças de comportamento, os choques de valores e a dificuldade de alinhar ideias acabam minando a harmonia. E então a união se rompe, a caminhada encurta e as parcerias, pouco a pouco, se desintegram…

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

POESIA

 POR QUE DEIXAR?


Bora, minha gente

Hoje é dia de viver

Porque amanhã pode ser tarde

E o tempo não espera ninguém


Bora aproveitar

Bora viver agora

Sem deixar pra outro dia

O que faz a alma existir


Porque o relógio não perdoa

E a vida passa

...

 Rápido demais


(Michel Sales)

POLÍTICA

CONTANDO OS MIÚDOS 

Por Michel Sales 

Enquanto a politicagem se repete no Brasil e a corrupção atravessa gerações, o salário mínimo cumpre um papel cruel: não reduz desigualdades, apenas empurra milhões para o mesmo degrau de miséria. 

Não nivela pobres e ricos — porque os ricos nunca são afetados —, mas condena os pobres a uma renda que mal permite pagar para trabalhar. 

Viajar, conhecer outros estados, países, municípios ou até bairros mais distantes da própria cidade torna-se um privilégio inalcançável para quem vive preso à lógica da sobrevivência.

Enquanto isso, as mesmas figurinhas carimbadas seguem no poder, recicladas em cargos e discursos, ludibriando o povo e mantendo a população sob controle. 

Constroem suas riquezas com redes familiares e amizades cúmplices, alimentadas pelo dinheiro público, amparadas por um sistema judicial que, em vez de romper o ciclo, frequentemente o legitima.

domingo, 18 de janeiro de 2026

O FIM DE UMA ERA?

Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth

Por Michel Sales

 

Megadeth (2026) — supostamente a derradeira cocada preta do Megadeth — chegou em janeiro com os dois pés na porta. Um disco simplesmente matador, um golpe seco no crânio de qualquer desavisado que ainda duvide da força dessa banda.

Taquipariuuu… que discaralho dos infernos. Riffs cirúrgicos, bateria descomunal na medida exata e uma agressividade que remete diretamente aos tempos mais longínquos do quarteto: Countdown to Extinction (1992), Youthanasia (1994) e Cryptic Writings (1997). Um álbum realmente animalesco, sem gordura, sem concessões.

Com uma faixa melhor que a outra, o Megadeth surge desafiando a promessa gravitacional do fim da banda — algo que, sejamos honestos, só deve acontecer quando Mustaine bater as botas (indiferente de sua "desculpa esfarrapada" já anunciada). Quanto à capa, assinada por Blake Armstrong para o 17º disco, à primeira vista ela pode parecer opaca, até pouco inspirada. Mas o conceito fala alto: Vic Rattlehead, a icônica mascote da banda, literalmente em chamas. Uma metáfora visual direta e brutal — a queima, o encerramento, o fim de algo gigantesco.

E já são mais de 40 anos do Megadeth martelando temas centrais da vida social, evocando resistências, colapsos, conflitos e futuros distópicos. A bolachinha produzida também por Chris Rakestraw, traz 11 pauladas certeiras - sendo nove assinadas por Teemu Mäntysaari (G), um feito inédito ao lado de Mustaine. Esse petardo elegante conecta ainda a fantástica “Ride The Lightning”, resgatando os tempos primordiais de Mustaine no Metallica, fechando um ciclo histórico.

No mais, disco nota 10. Dificilmente isso aqui soa como o verdadeiro fim do Megadeth — mas, se for mesmo, Mustaine fechou com chave de ouro. Desde Youthanasia não se via um trabalho tão sólido, coeso e devastador do início ao fim - surreal.

Nota: 10

FAIXAS

1. Tipping Point

2. I Don't Care

3. Hey, God?!

4. Let There Be Shred

5. Puppet Parade

6. Another Bad Day

7. Made to Kill

8. Obey the Call

9. I Am War

10. The Last Note"

11. Ride the Lightning (Metallica) - (faixa bônus)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

SLAYER TRIBUTO PROJECT

Marcello Pompeu apresenta tributo visceral aos mestres do Thrash Metal e abre agenda para grandes shows em 2026

Por Michel Sales

 

Um dos nomes mais respeitados do metal extremo brasileiro, Marcello Pompeu, vocalista histórico do Korzus, apresenta ao público o Slayer Tribute Project, um espetáculo intenso, fiel e emocional que celebra o legado de uma das bandas mais influentes da história do Thrash Metal: o Slayer.

O projeto nasce da conexão profunda entre Pompeu e a estética sonora que moldou gerações. E mais do que um show tributo, o Slayer Tribute Project promete uma experiência crua e visceral, resgatando a essência primitiva do Thrash Metal, com repertório centrado em álbuns clássicos como Reign in Blood, Seasons in the Abyss e Angel of Death, além de clássicos do próprio Korzus. A proposta é recriar, no palco, a agressividade, a velocidade e a atmosfera que transformaram o Thrash Metal em um marco definitivo do metal extremo mundial.

Esse tributo é uma vivência real, sendo o Slayer uma escola definitiva não somente para mim, mas uma banda que influenciou milhares de headbangers, e diretamente a minha identidade como vocalista e compositor. Portanto, subir ao palco com esse repertório é revisitar a raiz do que me fez seguir no metal”, afirma Marcello Pompeu.

Com uma trajetória consolidada desde os anos 1980, Pompeu é referência incontestável do Thrash Metal Nacional. À frente do Korzus desde 1983, construiu uma carreira marcada por consistência artística, reconhecimento internacional e fidelidade absoluta ao gênero. Além de cantor e compositor, também atua como produtor musical, com destaque para o Grammy Latino conquistado em 2009, e colaborações relevantes na cena pesada brasileira, incluindo participação no projeto Sepulquarta, do Sepultura, além de produções para o Oficina G3, Torture Squad e outras centenas de bandas.

O Slayer Tribute Project foi concebido para palcos de médio e grande porte, festivais, eventos temáticos e circuitos internacionais, com produção visual impactante e performance vocal que imprime identidade própria sem descaracterizar o legado homenageado”, reforçou o vocalista.

A agenda para grandes shows em 2026 já está oficialmente aberta, com foco em festivais de metal, turnês especiais, circuitos de motociclismo e apresentações exclusivas no Brasil e no exterior. “É um projeto pensado para quem vive o metal de verdade. Ou seja, não é nostalgia vazia, é respeito, intensidade e entrega total”, finaliza Pompeu.

SERVIÇO

Slayer Tribute Project

Com Marcello Pompeu

Thrash Metal extremo

Agenda aberta para grandes shows e festivais em 2026

Contato para shows e imprensa: (95) 99158-6772 – (95) 99123-5356 - macielstsseven@gmail.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O SATÃ


Por Michel Sales


Olá! 

Eu sou o sedutor diabo

Aquele que acende desejos

Alimenta o orgulho, infla o ego

E pinta a vaidade de ouro falso


Sim! 

Eu sou o vermelhinho

Ou a escuridão que sussurra a tentação

Liberta o engano, negocia a manipulação

Fabrica distorções, aperfeiçoa a confusão

E assina campanhas no departamento da dúvida


Pois é! 

Eu sou o satanás 

E talvez você queira me conhecer de pertinho

Enquanto coleciono falhas

Corroendo reputações espirituais

Causando tormento psicológico

Sendo a mão invisível no tabuleiro humano

Influenciando governantes, sistemas e culturas

Pressionando os bastidores com elegância burocrática


De fato 

Eu sou o demônio que não erra

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

LETRA & ARTE

Feira Literária movimenta a Pracinha do Caimbé nesta quinta

Por Michel Sales

 

Inaugurando o calendário literário de 2026, a nova edição da Feirinha Literária Letra & Arte acontece nesta quinta-feira, 15, na pracinha do Caimbé, em Boa Vista, a partir das 19h. O encontro reunirá autores, sebos, clubes de leitura e vendedores de livros novos e usados. A programação incluirá ainda bate-papo com escritores locais, espaço para troca de livros, encontro de clubes de leitura e comercialização de obras e itens literários.

Segundo a coordenadora Marcia Iully, “A iniciativa também busca incentivar o consumo da literatura regional, valorizando talentos locais por meio de sessões de autógrafos e bate-papos sobre o processo criativo dos autores”.

Entre os nomes já confirmados estão: Bruno Garmatz, João Euclides, Jacilene Cruz, Petira Maria, Willy Rilke, Michel Sales, Robson Poeta, Mariane Level, Aldenor Pimentel, Cristino Wapichana, Kamuu Dan, Maria Oliveira, Clube 3D, Francisco (artigos cristãos), Clube dos Livros, Maria Eduarda, Clube dos Livros GB, Clara Fernandes, Amanda Nobre, JL Papelaria e Variedades e Maria Rita.

O evento será realizado na nua Hercílio Cidade, nº 448 (ou pela Avenida Mário Homem de Melo, nº 4535), no bairro Caimbé.

MOTOCICLISMO

SOBRE DUAS RODAS Por Michel Sales Participar de um moto clube é, acima de tudo, buscar liberdade: viver o entretenimento entre pessoas que a...