sexta-feira, 18 de setembro de 2026

CARACH ANGREN

Entre na floresta por sua conta e risco em Lammendam

Por Michel Sales


A fórmula dos discos do Carach Angren é tão somente aterrorizar os ouvintes. Descobri isso depois de apreciar o inigualável e nefasto Where the Corpses Sink Forever (2012). Desde então, mergulhei de cabeça na discografia desses holandeses sinistros, tentando assimilar cada vez mais esse lado obscuro, teatral e macabro de sua música.

Lammendam (2008) é um disco peculiarmente sinfônico e já mostra claramente a receita do Carach Angren lidando com o black metal atmosférico, a música clássica, a teatralidade e as histórias tenebrosas. Aqui, o horror nas letras se conecta com a construção das músicas. A história da bolachinha funciona praticamente como a trilha sonora de um filme de terror, num conceito que gira em torno da lenda de Lammendam/Leiffartshof, ligada às florestas de Schinveld, no sul dos Países Baixos. Por lá, segundo a lenda, uma misteriosa “Dama Branca” assombra a região. E o título da faixa final, *La Malédiction de la Dame Blanche*, entrega de bandeja a importância dessa figura para toda a trama.

A banda resolveu buscar inspiração numa lenda de seu próprio território, em vez de ficar naquela velha fórmula de satanismo, mitologia nórdica ou Tolkien, tão comum no metal extremo. O Carach Angren pega uma história local e transforma tudo em um conto sombrio, cheio de fantasmas, mortes e acontecimentos sobrenaturais.

Musicalmente, o disco é uma montanha-russa de calmaria, tensão, explosão, narrativa e violência sob guitarras, teclados, piano e violinos que aparecem se alternando e criando climas sinistros, anunciando que alguma coisa maléfica vai acontecer. E os vocais de Dennis “Seregor” Droomers são fundamentais nessa brincadeira, interpretando tudo passo a passo, conduzindo o ouvinte pela história. E ainda temos inglês, holandês, alemão e francês aparecendo em diferentes momentos, o que deixa tudo com uma cara ainda mais estranha e europeia.

É justamente aí que o Carach Angren mostra sua personalidade. Os teclados e os elementos clássicos ajudam a criar as cenas, aumentar a tensão e dar aquela sensação de que estamos acompanhando uma história macabra em tempo real. No mais, Lammendam é o cartão de visitas e o manifesto estético da banda. Portanto, apague as luzes e entre na floresta ouvindo sem moderação esse discaralhoooo. E não pule faixa nenhuma, pois as músicas se conectam quando apreciadas como uma obra única.

Nota: 8,5

terça-feira, 8 de setembro de 2026

POLÍTICA

OS SUPERPODERES DOS $UPER $UPREMO$

Fraquim — o líder mais enrolado e folgado de todos. Seu superpoder é ganhar tempo, permanecer em cima do muro e assistir ao circo pegar fogo sem jamais se comprometer com o incêndio.

Imoraes — de toga obscura, olhar sinistro e discurso ameaçador, seu poder consiste em transformar qualquer processo num labirinto jurídico, alimentando a discórdia e a hipocrisia.

Gil Merdas — o grande garantidor da “inconstitucionalidade nacional”. Seu superpoder é inverter a lógica dos fatos até que tudo pareça o contrário do que era. Lula, se antes era “ladrão”, depois das reviravoltas jurídicas vira apenas... um molusco.

Toffolão — seu superpoder é transformar dúvidas constitucionais em certezas monocráticas e, quando a sujeira aparece, demonstrar a incrível habilidade de empurrá-la para debaixo do tapete.

Dino da Silva Sauro — ex-ator das animações da TV Colosso, chef de cozinha nas horas vagas e especialista em derrubar árvores na floresta da pica dura. Seu maior feito? Ter encontrado uma vaga no seleto clube da luta do $TF.

Morgada LeFei — a vilã mais frágil da fraternidade. Seus poderes são facilmente absorvidos pelos demais carrascos do colarinho branco. Quando sempre se vê impotente, finge que ainda possui forças, mas acaba desaparecendo discretamente pelos becos do Palácio da Injustiça.

Criszannin — defensor dos mentirosos. Suas habilidades impressionam a plateia, que permanece horas no picadeiro, hipnotizada e ludibriada por discursos sebosos, enquanto ele desfila sua retórica pelo espetáculo.

Gonetty — seus poderes de PGR são baseados na dissimulação absoluta. Age como uma mamba-negra, espreitando nas sombras e aguardando o momento certo para desferir seu bote — sempre de maneira sorrateira, calculada e covarde.

CONSTITUIÇÃO PRA QUÊ?

Se um colegiado jurídico toma uma decisão acertada e justa, mas um único ministro pode simplesmente barrá-la com uma canetada monocrática, qual é, afinal, o peso das decisões colegiadas?

A sede de poder no Brasil é gritante. Há quem pareça mais interessado em concentrar autoridade e impor sua própria visão do que em respeitar os limites institucionais.

E, nesse jogo de egos, ideologias e interesses, quem acaba ficando no meio do caminho é o cidadão.

Oremos!

MAÇÃS PODRES

A corrupção no Brasil, nos últimos anos, vem tomando protagonismo a cada eleição, principalmente com a esquerda no poder, quando percebemos alguns dos casos mais horrendos do desgoverno nacional.

Enquanto isso, a população continua em meio às mazelas, servindo a um sistema que apenas articula injustiças e corrói o orçamento público, promovendo riquezas pessoais e entregando o caos ao povo.

Hoje, com Lula perpetuado no poder, observamos um Judiciário fajuto que o reconduziu à Presidência para continuar ludibriando os pobres com hipocrisia. E, com Lula, toda uma gama de politiqueiros, além de um sistema judiciário blindado, tem favorecido a corrupção incessante, desgastando as forças do povo para reverter decisões fraudulentas.

No mais, o povo continua pagando muito caro para mantê-los no poder e pagará ainda mais pelo resto da vida.

REPUBLIQUETA DAS BANANAS

Um desordeiro efeito dominó vem tomando conta do universo político brasileiro nos últimos dias. Enquanto a esquerda se movimenta com unhas e dentes na disputa pelo poder, setores do sistema judiciário também entram no centro das controvérsias, alimentando ainda mais a sensação de instabilidade institucional.

Um dia cai um delegado; no outro cai juízes, ministros, deputados, senadores... a sequência não tem fim. A cada nova queda, o jogo de poder desestabiliza o cenário político por completo, até alcançar a peça mais importante do tabuleiro: o presidente da republiqueta.

POLÍTICA

PEIXES FRESCOS NAS DISPUTAS POR PODER


No embate político entre direita e esquerda nestas eleições, em meio a crises jurídicas, conflitos institucionais e questionamentos sobre a própria constitucionalidade de determinadas decisões, o povo parece caminhar sobre uma corda bamba, oscilando de um lado para o outro, muitas vezes envolto em uma cortina de fumaça que dificulta enxergar, com clareza, os escândalos e as controvérsias que cercam aqueles que administram o dinheiro público nacional.

Na disputa pelo poder, o povão também se torna a grande presa dessa pescaria política. É fisgado pelos discursos e pelas narrativas dos meios de comunicação alinhados, de diferentes formas, aos interesses da direita ou da esquerda. Muitas vezes, sob o argumento da informação, a comunicação acaba funcionando como instrumento de disputa, influência e desorientação do eleitor, atuando diretamente sobre sua percepção da realidade.

Entre manchetes, algoritmos, discursos inflamados e verdades convenientemente selecionadas, o cidadão permanece no centro do jogo, mas nem sempre no controle dele. E, enquanto direita e esquerda disputam corações, mentes e votos, o país continua mergulhado em crises que parecem se repetir, alimentando um ciclo de polarização, desconfiança e pouca prosperidade — enquanto a justiça, tantas vezes prometida, permanece como uma espécie de horizonte distante.

POLÍTICA

O OPORTUNISMO DAS REELEIÇÕES

As pessoas não percebem — ou fingem não perceber — que, muitas vezes, a reeleição acaba servindo mais à manutenção do poder do que à transformação da realidade. Basta colocar no papel as promessas de campanha e comparar com o que, de fato, foi realizado: quase sempre, muito do que se prometeu não se converte em desenvolvimento social concreto durante os anos seguintes de permanência no poder municipal, estadual ou federal.

No Brasil, a reeleição parece ter se transformado em uma oportunidade política de reapresentar a esperança, muitas vezes sustentada por promessas que não se cumprem e discursos que se renovam a cada eleição.

Enquanto isso, o povo continua preso à crença nos supostos “salvadores”, perpetuando no poder aqueles que fazem da política uma espécie de farra com os recursos públicos — enquanto seguem decidindo, de cima para baixo, os destinos de uma população que permanece à margem do desenvolvimento que lhe foi prometido.

POLÍTICA

Um país dividido numa realidade distorcida


Na visão do povo, a insanidade política brasileira, dividida entre direita e esquerda, revela um país que parece sobreviver em um universo paralelo, mergulhado em uma realidade divergente, insana e marcada por uma Justiça que, aos olhos de muitos, perdeu a capacidade de inspirar confiança. Uma realidade fragmentada pela corrupção que atravessa os dois lados da moeda.

O Judiciário (OAB, $TF...), frequentemente acusado de agir sob forte influência política, tornou-se protagonista de alguns dos processos mais controversos e repercutidos na mídia. Enquanto isso, a politicagem parece dominar as contas públicas, acomodando-se em um sistema blindado por interesses, alianças e conveniências que alcançam lideranças do Congresso e setores que movimentam a economia e o poder no país.

Em outras palavras, o que resta ao cidadão é a sensação de sobreviver em uma realidade distorcida, na qual fatos são convenientemente omitidos, responsabilidades são relativizadas e o desenvolvimento social parece afundar em uma embarcação cada vez mais pesada, levando milhões de brasileiros às profundezas da desesperança.

E é inadmissível observar tanta gente simplesmente não dar a mínima para tudo isso. Enquanto cidadãos trabalham, pagam impostos e lutam para sobreviver, aqueles que saqueiam o dinheiro público — de qualquer lado do espectro político — parecem rir da nossa cara, acumulando fortunas para si enquanto a nação acumula problemas, desigualdade e miséria.

Mais ridículo ainda é ver carros adesivados com candidatos que carregam discursos de mudança, mas que, para muitos, representam justamente a continuidade dessa velha estrutura de poder. Candidatos disputando seu lugar na farra, buscando uma cadeira no mesmo sistema que dizem combater.

Gente, acordem. Não se trata de direita ou esquerda. Trata-se de não entregar o próprio futuro — e o futuro das próximas gerações — nas mãos de quem transforma o dinheiro público em patrimônio particular e o poder em instrumento de sobrevivência política.

Salvem a própria pele. Questionem. Fiscalizem. Não sejam massa de manobra. Porque, no fim das contas, quem paga a conta da corrupção somos nós. E quem herdará as consequências serão nossos filhos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

POLÍTICA

INVOLUÇÃO SOCIAL

Na evolução humana, muitos erros foram cometidos até chegarmos aos acertos. E isso vale para tudo, possibilitando a todos um direcionamento mais seguro na vida a partir de teorias, metodologias, tentativas e erros, da busca por alternativas, do registro de experiências e do desenvolvimento das ciências, das regras, dos regimentos e das leis.

Todavia, existe uma contradição nessa “evolução", no que podemos avançar extraordinariamente em ciência, tecnologia e organização social sem que todos avancem na mesma proporção em ética, empatia e responsabilidade.

Então, por que, ainda hoje, imperam o desrespeito, a sujeira, a covardia, a indiferença social, a ganância e tantas outras mazelas num mundo que já deveria estar tão evoluído?

De que adianta uma humanidade capaz de conquistar outros planetas, desenvolver inteligências artificiais e realizar feitos extraordinários se, em muitos aspectos, ainda não aprendeu sequer a respeitar o outro?

Talvez tenhamos evoluído muito naquilo que conseguimos fazer, mas ainda pouco naquilo que deveríamos ser.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

LITERATURA

Escritores de Roraima ganham destaque na Bienal do Livro de São Paulo 2026

Por Michel Sales

Literatura roraimense marca presença em um dos maiores eventos literários do país e leva ao público nacional diferentes vozes, histórias e perspectivas da Amazônia


A literatura produzida em Roraima ganha espaço e visibilidade nacional durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que reúne escritores independentes de diferentes regiões do Brasil. Entre os dias 4 e 13 de setembro, autores roraimenses estarão presentes no espaço dedicado à produção independente, na rua J, estande 76, no pavilhão da Bienal.

Representando a literatura regional, participam Pétira Santos, Willy Rilke, Márcia Iully, Maria do Carmo e Rômulo Sena. A presença do grupo reforça a diversidade e a força da produção literária amazônica, levando ao público obras, narrativas e perspectivas construídas a partir da realidade e da cultura de Roraima.

Entre os destaques está a escritora Pétira Santos, que terá uma programação especial ao longo da Bienal. A autora participará de exposição de poemas, lançamentos de antologias e de sua obra “Mistérios em Cores: O Legado Ancestral da Pedra Pintada”, além de integrar a programação “Melhores Poetas”. Segundo a autora, “O livro “Mistérios em Cores” conduz o leitor por uma aventura pelos lavrados de Roraima e aborda a memória dos povos originários, a identidade regional e a importância da preservação histórica, cultural e ambiental, valorizando narrativas indígenas e saberes ancestrais”, destacou.

A participação de Pétira também será marcada por reconhecimentos. No dia 6 de setembro, a escritora receberá o Prêmio Revelação Bienal 2026. Já no dia 12 de setembro, será homenageada com o Prêmio Mulher Destaque da Bienal 2026, em reconhecimento à sua contribuição para a literatura e sua atuação cultural.

Com diferentes trajetórias, obras e perspectivas, Pétira Santos, Willy Rilke, Márcia Iully, Maria do Carmo e Rômulo Sena levam para São Paulo a produção literária de Roraima, ajudando a ampliar os espaços de representação da literatura amazônica no cenário nacional.

POLÍTICA

VERDADE SUBJETIVA  A Justiça flagrou a Injustiça corrompendo miseráveis em uma praça e exigiu explicações sobre sua maneira cínica de deturp...