sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

COLAPSOS

Por Michel Sales


CAÓTICO 

Trump prometeu enfrentar o narcotráfico na Venezuela, mas, na prática, limitou-se a garantir o controle do petróleo, deixando intacto o regime chavista — corrupto, ditatorial e sustentado por militares envolvidos em assassinatos e por lideranças do tráfico de drogas e de pessoas. 

A classe política venezuelana precisa mudar esse cenário com urgência e assumir o controle do país o quanto antes; caso contrário, tudo continuará no velho jogo do seis por meia dúzia.

CAIU DE MADURO 

Na Idade Média, o povo bancava as guerras com impostos extorsivos. Hoje, o pedágio é outro: recursos naturais saqueados sob o verniz da geopolítica moderna.

Os Estados Unidos, por exemplo, nunca foram “mãe das nações”, sendo eles - tão somente - um império pragmático, cujo único compromisso real é permanecer no topo — econômica, política e territorialmente, onde sua moralidade é o discurso e o interesse é uma prática.

Sobre a eventual queda de Maduro com interferência norte-americana, essa tormenta poderá reativar uma agenda liberal-conservadora, destravando o turismo, investimentos e algum crescimento econômico. É o roteiro clássico do desenvolvimentismo pós-caos. Espera-se funcionar, mesmo que jamais resolva tudo.

Sabido mesmo é que regimes ditatoriais invariavelmente produzem o mesmo cardápio: corrupção institucionalizada, miséria crônica, fome, violência e drogas. Há quase três décadas, a Venezuela acumula experimentos políticos fracassados, intensificado sob Maduro e alinhado ao eixo socialista/comunista que insiste em vender miséria como virtude ideológica.

Todavia, o narcotráfico no país acabou virando brecha jurídica e moral usada pelos EUA para justificar a remoção de mais um usurpador incompetente e corrupto, sobretudo, reforçando a busca pelo petróleo e cagando para a inutilidade da nação que não tem coragem para prosperar, fator que o povo norteamericano abomina.

No mais, o sistema opressor de esquerda costuma impor um medo medonhamente autoritário e covarde, assim operando como projeto político de distorção psicológica coletiva: ignorando fatos, romantizando fracassos, chamando colapso de resistência. Nem Freud, se estivesse vivo, explicaria tamanha negação da realidade.

Por fim, os EUA provavelmente seguirão, como sempre, com sua política de “combate às drogas” seletiva, mas funcional aos seus interesses. Já os países que fingirem que esse problema não existe, continuarão afundando junto com ele. Portanto, que o brasileiro de bem não seja ingênuo demais, pois o narcotráfico já se entranhou na política nacional há muito tempo, com a simbiose entre crime organizado e poder tão evidente — e certos partidos, como o PT, não estão apenas próximos do problema, mas atolados até o pescoço.

FALTA DE HONESTIDADE 

É impressionante como o próprio brasileiro contribui para a desvalorização da sua moeda, enfraquecendo o poder econômico do real. Diferentemente dos norte-americanos, por exemplo, que tratam o dólar como um instrumento sólido de compensação e confiança, enquanto aqui a moeda é constantemente desprestigiada.

No Brasil, a corrupção também assola o país por todos os lados, num efeito cascata que começa na justiça, passa pela política e chega até o mais pobre. Já tornou-se um traço cultural, difícil de romper dentro de um sistema viciado e conivente.

E vide mais essa: recentemente, uma colega evangélica — que também se apresenta como pastora — me enviou uma mensagem pedindo cem reais para “somar” na compra de cestas básicas. Se eu fosse mais um desavisado, teria feito o Pix e caído na conversa. 

Pelo amor de Deus — Deus virou vírgula na boca dos hipócritas, enquanto esse tipo de 'gente' também busca se promover às custas dos outros, crescer enganando, viciando os miseráveis com esmolas e ilusões. 

No mais, todo esse ciclo parece não ter fim, porque falta respeito, reflexão, sensibilidade verdadeira e, sobretudo, valorização ética e econômica. Quer doar, doe pra quem toca o teu coração! Deus está em toda parte, e é melhor confiar n'Ele!

SALVE-SE QUEM PUDER

Ano eleitoral é o período em que voltam a proliferar, nas redes sociais, as farsas travestidas de pesquisas de intenção de voto. Conteúdos amplamente patrocinados por estruturas ligadas ao sistema corrupto — em especial setores da esquerda — passam a circular como se fossem retratos fiéis da realidade, quando na verdade são narrativas fabricadas para sufocar a consciência popular e vender ao mundo uma imagem que não corresponde ao que o povo brasileiro vive no dia a dia.

O que se vê, de fato, é uma corrupção generalizada envolvendo o Centrão, o PT e o STF, corroendo as bases institucionais do país e aprofundando a crise de representatividade. Diante desse cenário, torna-se urgente que a população exerça autocrítica e atue de forma ativa no enfrentamento dessa engrenagem politiqueira e destrutiva, especialmente nas redes sociais. As chamadas “notícias” difundidas pelo sistema têm como objetivo ludibriar a massa enquanto recursos públicos são drenados, enfraquecendo o desenvolvimento nacional e comprometendo o futuro de gerações inteiras.

ÓDIO NAS REDES

No mundo contemporâneo, as diferenças partidárias e religiosas tornaram-se exemplos recorrentes da propagação do ódio — um sentimento intenso e complexo que nasce, sobretudo, da sensação de injustiça, perda, ameaça, humilhação ou medo.

As guerras por territórios e os conflitos mais específicos, nos quais povos e civilizações tentam romper com regimes ditatoriais, revelam um cenário em que culturas e raízes históricas vêm sendo dilaceradas em nome de um ódio persistente. Esse sentimento se espalha silenciosamente, consumindo a energia vital, endurecendo o olhar, empobrecendo a sensibilidade e aprisionando indivíduos e coletividades ao passado e às feridas que nunca cicatrizaram. O resultado são ciclos contínuos de violência interna e externa.

No campo da política mundial, sobretudo com o advento das redes sociais, observa-se um ambiente marcado por disputas passionais, em que comentários se assemelham ao comportamento de torcidas defendendo seus times favoritos. Em meio a esse cenário, a reflexão moral cede espaço a posicionamentos rasos, mesmo diante de atitudes escandalosas de representantes envolvidos em práticas corruptas. Assim, o ódio passa a alimentar discursos extremados, legitimar violências morais, simbólicas e físicas e substituir o diálogo pela hostilidade.

No entanto, o caminho mais saudável seria reconhecer a dor que dá origem a esse sentimento, buscar compreensão — e não conivência — e exercitar a empatia sem abrir mão de limites. Em essência, o oposto do ódio não é o amor idealizado, mas a consciência.

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