A cada eleição, seja municipal ou estadual, a sede pelo poder parece saltar aos olhos de muitos candidatos — não necessariamente pelo compromisso com a transformação social, mas pela disputa em torno do dinheiro e da máquina pública.
Nos debates, em vez de projetos consistentes, proliferam confrontos caricatos: uns jogam cebolas, outros sapecam tomates na cara dos adversários. Muito barulho, pouca proposta.
Enquanto isso, quase nada se discute sobre desenvolvimento social, educação, segurança, geração de emprego ou melhoria efetiva da vida da população. E, nesse eterno movimento de bumerangue, as reeleições acabam favorecendo os mesmos grupos, enquanto o futuro dos cidadãos permanece preso a um marasmo de necessidades básicas.
No fim, o dinheiro é do povo, mas a conta da má gestão — em forma de abandono, desigualdade e violência — também é paga por ele.
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