segunda-feira, 17 de agosto de 2026
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
POLÍTICA
A cada eleição, seja municipal ou estadual, a sede pelo poder parece saltar aos olhos de muitos candidatos — não necessariamente pelo compromisso com a transformação social, mas pela disputa em torno do dinheiro e da máquina pública.
Nos debates, em vez de projetos consistentes, proliferam confrontos caricatos: uns jogam cebolas, outros sapecam tomates na cara dos adversários. Muito barulho, pouca proposta.
Enquanto isso, quase nada se discute sobre desenvolvimento social, educação, segurança, geração de emprego ou melhoria efetiva da vida da população. E, nesse eterno movimento de bumerangue, as reeleições acabam favorecendo os mesmos grupos, enquanto o futuro dos cidadãos permanece preso a um marasmo de necessidades básicas.
No fim, o dinheiro é do povo, mas a conta da má gestão — em forma de abandono, desigualdade e violência — também é paga por ele.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
LEGADO ESTRIDENTE
A difícil arte de escolher os melhores discos de Heavy Metal
Por Michel Sales
No multiverso do Heavy Metal, os fãs do estilo curtem milhares de bandas, colecionam discos, peitas e acessórios, viajam para lugares desconhecidos a fim de prestigiar festivais, conhecem pessoas com a mesma paixão e vivenciam diariamente a música extrema nos tímpanos.
E, uma vez perdido em meio ao próprio acervo, fica até difícil apontar álbuns tão especiais para audições de ponta a ponta, já que cada fã tem suas preferências.
As minhas passam por vários discos de Helloween, Iron Maiden, Judas Priest, Saxon, Pink Floyd, Megadeth, Beatles, Threshold, Rotting Christ, Rush, Gamma Ray, Blind Guardian, Kreator, Slayer, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Kiss, Whitesnake, Ramones, Virgin Steele, Stratovarius, Grave Digger, Manowar, Queensrÿche, Savatage, Van Halen, U2... e por aí vai.
Ou seja, melhor mesmo é citar o nome das bandas do que
apontar especificamente os discos, até para evitar controvérsias comigo mesmo,
rsrs. No mais, como é bom viver este grande momento do Heavy Metal, eternamente
ativo, pesado, original e criativo. Vida longa ao Rock 'n' Roll!
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
LEGADO ESTRIDENTE
O vazio deixado pelo Edguy
Por Michel Sales
O Edguy faz falta na cena do heavy metal? A resposta, para muitos fãs, é um sonoro "sim". Há mais de uma década a banda alemã desapareceu dos palcos e dos estúdios, deixando apenas o peso de um legado admirável e uma legião de admiradores na expectativa por um retorno definitivo.
Enquanto isso, Tobias Sammet direcionou todas as suas energias ao Avantasia, projeto que se tornou sua prioridade absoluta. Aos fãs do Edguy restou revisitar uma discografia praticamente impecável, marcada por diferentes fases criativas. Do speed/power metal acelerado de The Savage Poetry, Kingdom of Madness, Vain Glory Opera e Mandrake até a sonoridade mais hard/heavy e bem-humorada de Hellfire Club, Rocket Ride, Tinnitus Sanctus e Space Police: Defenders of the Crown, a banda mostrou uma capacidade rara de se reinventar sem perder sua identidade.
Poucos países abraçaram tanto o Edguy quanto o Brasil. O
grupo sempre encontrou por aqui uma das plateias mais apaixonadas de sua
carreira, com shows memoráveis e uma base de fãs extremamente fiel. Há alguns
meses surgiram sinais de que a banda pode voltar à ativa. Se esse retorno
realmente acontecer, a expectativa é enorme. Quem sabe o reencontro desperte
novamente a criatividade de Tobias Sammet e renda mais um grande capítulo na
história do Edguy — um novo álbum repleto de riffs, refrões marcantes e a energia
que transformou a banda em um dos maiores nomes do power metal. Aos fãs, resta
esperar. E, claro, torcer.
LEGADO ESTRIDENTE
O Reino dos Dragões no Heavy Metal
Por Michel Sales
Os dragões são um dos símbolos mais antigos da imaginação humana. Eles aparecem em mitologias da Europa, Ásia, Oriente Médio e Américas, assumindo papéis muito diferentes: ora são monstros que representam o caos e a destruição, ora são guardiões da sabedoria, da natureza ou do poder divino.
No Ocidente, o dragão costuma ser retratado como uma criatura alada que cospe fogo, guarda tesouros e precisa ser derrotada por um herói. Essa imagem foi consolidada pelas lendas medievais, como a de São Jorge enfrentando o dragão. Já no Oriente, especialmente na China e no Japão, os dragões são vistos como seres benevolentes, ligados à chuva, à fertilidade, ao equilíbrio e à prosperidade.
Na Literatura, os dragões ganharam enorme destaque na fantasia moderna graças a autores que ajudaram a definir o gênero: The Hobbit — apresenta Smaug, talvez o dragão mais famoso da literatura. The Lord of the Rings — embora não tenha dragões como protagonistas, preserva sua importância histórica na Terra-média. Dragonlance Chronicles — dragões são peças centrais da guerra entre o bem e o mal. The Inheritance Cycle — acompanha a ligação entre um jovem cavaleiro e seu dragão. A Song of Ice and Fire — devolveu os dragões ao centro da fantasia contemporânea.
No Cinema, entre os filmes mais marcantes estão: Dragonheart, The Hobbit: The Desolation of Smaug, Reign of Fire, How to Train Your Dragon — uma abordagem emocionante sobre amizade entre humanos e dragões. Nas séries, são destaque Game of Thrones, House of the Dragon, The Dragon Prince.
Mas poucos temas combinam tanto com o Heavy Metal quanto dragões. Eles simbolizam poder absoluto, batalhas épicas, magia, reis, cavaleiros e mundos fantásticos. Algumas bandas exploram bastante esse universo. O Blind Guardian, por exemplo, talvez seja a maior referência do metal inspirado em fantasia. Músicas como "The Bard's Song", "Imaginations from the Other Side" e "Fly" dialogam com mundos repletos de dragões.
Já o Rhapsody of Fire, praticamente construiu uma mitologia própria com dragões, espadas mágicas e guerreiros. O HammerFall também possui letras repletas de cavaleiros e criaturas lendárias. O Manowar, embora trate mais de guerreiros, frequentemente recorre à iconografia dos dragões.
Outras bandas que se destacam nesse conceito são o Avantasia, que mistura fantasia épica e personagens míticos. O Gloryhammer, que leva o tema para um lado divertido e cinematográfico. Bem como o DragonForce, no que o próprio nome já homenageia essas criaturas; músicas velozes sobre batalhas fantásticas.
Dentre os álbuns fundamentais estão o Nightfall in Middle-Earth, Legendary Tales, Symphony of Enchanted Lands, Valley of the Damned e muitos outros. Enquanto ao simbolismo dos dragões, eles costumam representar: o poder absoluto; a ganância (quando guardam tesouros); a destruição provocada pela ambição; a sabedoria ancestral; o desafio que transforma o herói; as forças indomáveis da natureza.
É justamente essa riqueza simbólica que faz dos dragões
figuras tão presentes na cultura popular. Eles podem ser vilões terríveis, como
Smaug; aliados nobres, como Saphira; ou criaturas quase divinas, como os
dragões de Westeros. Em todos os casos, representam algo maior que o ser
humano: o confronto com o desconhecido, com o medo e com o poder.
domingo, 2 de agosto de 2026
FATES WARNING
FWX é uma aula de metal progressivo
Por Michel Sales
Quando uma banda retorna verdadeiramente inspirada, o resultado costuma ser memorável. Com FWX (ou simplesmente X), o Fates Warning entregou um dos trabalhos mais consistentes e intensos de sua carreira recente.
Lançado em 2004, X reuniu um metal progressivo pesado, moderno e extremamente envolvente. As guitarras de Jim Matheos alternam riffs cortantes e passagens atmosféricas com absoluta naturalidade, enquanto Ray Alder ofereceu uma interpretação emocionante, equilibrando agressividade e sensibilidade. A produção também cristalina, valorizaou cada detalhe sem abrir mão do peso.
E embora cada faixa demonstre personalidade própria, todas se encaixam perfeitamente, formando uma obra coesa do início ao fim, com letras que giram em torno de temas como: isolamento e solidão; dúvidas e conflitos internos; fragilidade da condição humana; perda e arrependimento; busca por esperança e redenção; autoconhecimento e transformação.
No mais, este décimo disco do Fates Warning prende a atenção, revelando novas nuances a cada audição, mostrando por que a banda continua sendo uma das maiores referências do metal progressivo, resgatando sua essência sem soar nostálgico. Pelo contrário: incorporando elementos modernos na medida certa, provando que é possível evoluir sem perder a identidade, sendo um álbum direto, intenso e carregado de emoção, capaz de envolver o ouvinte do primeiro ao último acorde.
Então, já deixe o play correr suave e esqueça o tempo passar, pois FWX é uma experiência que merece ser apreciada sem moderação.
Nota: 10
quarta-feira, 22 de julho de 2026
EDUCAÇÃO
Escritora roraimense Pétira Santos levará a literatura amazônica a eventos no Brasil, Itália e França
Por Michel Sales
Foto: Divulgação
Após ser agraciada com o título de Doutora Honoris Causa em Literatura, autora representa Roraima em importantes encontros literários internacionais
A escritora, professora e artista roraimense Pétira Maria Santos se prepara para mais uma série de compromissos que consolidam sua projeção no cenário literário nacional e internacional. Reconhecida pelo trabalho dedicado à valorização da cultura amazônica e dos saberes dos povos originários, a autora participará, nos próximos meses, de importantes eventos no Brasil e na Europa, levando a produção literária de Roraima para alguns dos principais espaços dedicados à literatura e ao patrimônio cultural.
A agenda tem início no dia 22 de agosto, quando Pétira receberá oficialmente o título de Doutora Honoris Causa em Literatura, concedido pela Academia Intercontinental de Artistas e Poetas (AIAP Brasil). Considerada a maior honraria da instituição voltada ao mérito literocultural, a distinção reconhece sua contribuição para a literatura, a educação e a promoção da cultura regional. A escritora foi a única representante da Secção Boa Vista (RR) escolhida para integrar o grupo de homenageados.
Segundo a escritora, “Receber o título de Doutora Honoris Causa e representar Roraima em eventos literários em diferentes países é uma honra que compartilho com todos que acreditam na força da nossa cultura. Minha missão sempre foi mostrar que a literatura produzida na Amazônia tem identidade, qualidade e merece ocupar espaços de destaque no cenário mundial. Cada livro que escrevo é uma forma de preservar nossa memória, valorizar nossos povos e inspirar as novas gerações a conhecerem e amarem a história de Roraima", destacou Pétira Santos.
Na sequência, em 13 de setembro, às 16h, Pétira participa da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a convite da Antologia da ABARS, coletânea organizada pela Academia de Belas Artes do Rio Grande do Sul. O evento é um dos maiores do mercado editorial brasileiro e reunirá escritores de diversas regiões do país.
A programação internacional continua em 30 de outubro, quando a escritora estará na Itália para participar da cerimônia do Prêmio Oltre Le Parole. Na mesma viagem, também integrará a programação do Grand Prix du Patrimoine Culturel du Brésil, realizado no Museu do Louvre, em Paris, iniciativa que reúne personalidades e instituições dedicadas à valorização do patrimônio cultural brasileiro no exterior.
PERFIL
Natural de Boa Vista, Pétira Santos construiu uma carreira marcada pela integração entre literatura, educação e arte. Professora, pesquisadora, poeta e produtora cultural, dedicou décadas à formação de educadores e ao fortalecimento do ensino das artes em Roraima. Na UFRR (Universidade Federal de Roraima), contribuiu para a criação do curso de Artes Visuais e atuou durante 17 anos na formação de novos profissionais. Sua produção acadêmica e literária destaca a identidade amazônica, as manifestações culturais e os conhecimentos dos povos originários, transformando esses elementos em patrimônio literário.
Ao longo da carreira, a autora conquistou reconhecimento dentro e fora do Brasil. Integra academias de literatura e artes em países como Portugal, Itália e Reino Unido e recebeu distinções como a Comenda Pablo Neruda, o Prêmio Destaque Literário, o Troféu Mulheres Fortalezas, a Medalha de Ouro Cidade de Manaus e a honraria Homem Vitruviano, entregue em Paris. Sua obra A Magia de Makunaima, posteriormente adaptada para animação, foi premiada internacionalmente em Boston, ampliando a presença da literatura roraimense no cenário mundial.
Pétira Santos tornou-se uma referência na preservação da memória cultural de Roraima. Por meio de livros, pesquisas, palestras, oficinas e projetos pedagógicos, construiu um legado voltado à valorização da identidade amazônica e à formação de novas gerações de leitores. Seu trabalho universal evidencia a literatura produzida na Amazônia, levando a história, a cultura e os saberes de Roraima a importantes centros culturais.
LEGADO ESTRIDENTE
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