O rock, o motociclismo e o turismo voltam a acelerar rumo à Serra do Tepequém
No dia 31 de outubro, acontece a 2ª edição do Oil On Rock, um evento que vai muito além da paixão pelas motocicletas e pelo rock'n'roll.
Realizado na Serra do Tepequém, em Amajarí, o festival reúne motociclistas, moradores, turistas e amantes da boa música em um ambiente de integração, amizade e valorização da cultura.
Além de proporcionar lazer e entretenimento, o Oil On Rock movimenta a economia local, fortalecendo pousadas, restaurantes, guias turísticos, artesãos, comerciantes e diversos prestadores de serviços.
É uma iniciativa que gera oportunidades, incentiva o turismo e ajuda a consolidar a Serra do Tepequém como um dos principais destinos de ecoturismo e aventura da Amazônia.
Com shows, exposições, gastronomia, artesanato, sorteios e o espírito de liberdade que marca o universo do motociclismo, o evento reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a valorização das riquezas naturais e culturais de Roraima.
Marque na agenda: 31 de outubro. Nos encontramos na Serra do Tepequém para viver a energia da 2ª edição do Oil On Rock.
A cada eleição, seja municipal ou estadual, a sede pelo poder parece saltar aos olhos de muitos candidatos — não necessariamente pelo compromisso com a transformação social, mas pela disputa em torno do dinheiro e da máquina pública.
Nos debates, em vez de projetos consistentes, proliferam confrontos caricatos: uns jogam cebolas, outros sapecam tomates na cara dos adversários. Muito barulho, pouca proposta.
Enquanto isso, quase nada se discute sobre desenvolvimento social, educação, segurança, geração de emprego ou melhoria efetiva da vida da população. E, nesse eterno movimento de bumerangue, as reeleições acabam favorecendo os mesmos grupos, enquanto o futuro dos cidadãos permanece preso a um marasmo de necessidades básicas.
No fim, o dinheiro é do povo, mas a conta da má gestão — em forma de abandono, desigualdade e violência — também é paga por ele.
A difícil arte de escolher os melhores
discos de Heavy Metal
Por Michel Sales
No multiverso do Heavy Metal, os fãs do estilo curtem
milhares de bandas, colecionam discos, peitas e acessórios, viajam para lugares
desconhecidos a fim de prestigiar festivais, conhecem pessoas com a mesma
paixão e vivenciam diariamente a música extrema nos tímpanos.
E, uma vez perdido em meio ao próprio acervo, fica até
difícil apontar álbuns tão especiais para audições de ponta a ponta, já que
cada fã tem suas preferências.
As minhas passam por vários discos de Helloween, Iron
Maiden, Judas Priest, Saxon, Pink Floyd, Megadeth, Beatles, Threshold, Rotting
Christ, Rush, Gamma Ray, Blind Guardian, Kreator, Slayer, Black Sabbath, Ozzy
Osbourne, Kiss, Whitesnake, Ramones, Virgin Steele, Stratovarius, Grave Digger,
Manowar, Queensrÿche, Savatage, Van Halen, U2... e por aí vai.
Ou seja, melhor mesmo é citar o nome das bandas do que
apontar especificamente os discos, até para evitar controvérsias comigo mesmo,
rsrs. No mais, como é bom viver este grande momento do Heavy Metal, eternamente
ativo, pesado, original e criativo. Vida longa ao Rock 'n' Roll!
O Edguy faz falta na cena do heavy metal? A resposta,
para muitos fãs, é um sonoro "sim". Há mais de uma década a banda
alemã desapareceu dos palcos e dos estúdios, deixando apenas o peso de um
legado admirável e uma legião de admiradores na expectativa por um retorno
definitivo.
Enquanto isso, Tobias Sammet direcionou todas as suas
energias ao Avantasia, projeto que se tornou sua prioridade absoluta. Aos fãs
do Edguy restou revisitar uma discografia praticamente impecável, marcada por
diferentes fases criativas. Do speed/power metal acelerado de The Savage
Poetry, Kingdom of Madness, Vain Glory Opera e Mandrake até a sonoridade mais
hard/heavy e bem-humorada de Hellfire Club, Rocket Ride, Tinnitus Sanctus e
Space Police: Defenders of the Crown, a banda mostrou uma capacidade rara de se
reinventar sem perder sua identidade.
Poucos países abraçaram tanto o Edguy quanto o Brasil. O
grupo sempre encontrou por aqui uma das plateias mais apaixonadas de sua
carreira, com shows memoráveis e uma base de fãs extremamente fiel. Há alguns
meses surgiram sinais de que a banda pode voltar à ativa. Se esse retorno
realmente acontecer, a expectativa é enorme. Quem sabe o reencontro desperte
novamente a criatividade de Tobias Sammet e renda mais um grande capítulo na
história do Edguy — um novo álbum repleto de riffs, refrões marcantes e a energia
que transformou a banda em um dos maiores nomes do power metal. Aos fãs, resta
esperar. E, claro, torcer.
Os dragões são um dos símbolos mais antigos da
imaginação humana. Eles aparecem em mitologias da Europa, Ásia, Oriente Médio e
Américas, assumindo papéis muito diferentes: ora são monstros que representam o
caos e a destruição, ora são guardiões da sabedoria, da natureza ou do poder
divino.
No Ocidente, o dragão costuma ser retratado como uma
criatura alada que cospe fogo, guarda tesouros e precisa ser derrotada por um
herói. Essa imagem foi consolidada pelas lendas medievais, como a de São Jorge
enfrentando o dragão. Já no Oriente, especialmente na China e no Japão, os
dragões são vistos como seres benevolentes, ligados à chuva, à fertilidade, ao
equilíbrio e à prosperidade.
Na Literatura, os dragões ganharam enorme destaque na
fantasia moderna graças a autores que ajudaram a definir o gênero: The Hobbit —
apresenta Smaug, talvez o dragão mais famoso da literatura. The Lord of the
Rings — embora não tenha dragões como protagonistas, preserva sua importância
histórica na Terra-média. Dragonlance Chronicles — dragões são peças centrais
da guerra entre o bem e o mal. The Inheritance Cycle — acompanha a ligação
entre um jovem cavaleiro e seu dragão. A Song of Ice and Fire — devolveu os
dragões ao centro da fantasia contemporânea.
No Cinema, entre os filmes mais marcantes estão: Dragonheart,
The Hobbit: The Desolation of Smaug, Reign of Fire, How to Train Your Dragon —
uma abordagem emocionante sobre amizade entre humanos e dragões. Nas séries,
são destaque Game of Thrones, House of the Dragon, The Dragon Prince.
Mas poucos temas combinam tanto com o Heavy Metal quanto
dragões. Eles simbolizam poder absoluto, batalhas épicas, magia, reis,
cavaleiros e mundos fantásticos. Algumas bandas exploram bastante esse universo.
O Blind Guardian, por exemplo, talvez seja a maior referência do metal
inspirado em fantasia. Músicas como "The Bard's Song",
"Imaginations from the Other Side" e "Fly" dialogam com
mundos repletos de dragões.
Já o Rhapsody of Fire, praticamente construiu uma
mitologia própria com dragões, espadas mágicas e guerreiros. O HammerFall também
possui letras repletas de cavaleiros e criaturas lendárias. O Manowar, embora
trate mais de guerreiros, frequentemente recorre à iconografia dos dragões.
Outras bandas que se destacam nesse conceito são o Avantasia,
que mistura fantasia épica e personagens míticos. O Gloryhammer, que leva o
tema para um lado divertido e cinematográfico. Bem como o DragonForce, no que o
próprio nome já homenageia essas criaturas; músicas velozes sobre batalhas
fantásticas.
Dentre os álbuns fundamentais estão o Nightfall in
Middle-Earth, Legendary Tales, Symphony of Enchanted Lands, Valley of the
Damned e muitos outros. Enquanto ao simbolismo dos dragões, eles costumam
representar: o poder absoluto; a ganância (quando guardam tesouros); a
destruição provocada pela ambição; a sabedoria ancestral; o desafio que
transforma o herói; as forças indomáveis da natureza.
É justamente essa riqueza simbólica que faz dos dragões
figuras tão presentes na cultura popular. Eles podem ser vilões terríveis, como
Smaug; aliados nobres, como Saphira; ou criaturas quase divinas, como os
dragões de Westeros. Em todos os casos, representam algo maior que o ser
humano: o confronto com o desconhecido, com o medo e com o poder.
Quando uma banda retorna verdadeiramente inspirada, o resultado costuma ser memorável. Com FWX (ou simplesmente X), o Fates Warning entregou um dos trabalhos mais consistentes e intensos de sua carreira recente.
Lançado em 2004, X reuniu um metal progressivo pesado, moderno e extremamente envolvente. As guitarras de Jim Matheos alternam riffs cortantes e passagens atmosféricas com absoluta naturalidade, enquanto Ray Alder ofereceu uma interpretação emocionante, equilibrando agressividade e sensibilidade. A produção também cristalina, valorizaou cada detalhe sem abrir mão do peso.
E embora cada faixa demonstre personalidade própria, todas se encaixam perfeitamente, formando uma obra coesa do início ao fim, com letras que giram em torno de temas como: isolamento e solidão; dúvidas e conflitos internos; fragilidade da condição humana; perda e arrependimento; busca por esperança e redenção; autoconhecimento e transformação.
No mais, este décimo disco do Fates Warning prende a atenção, revelando novas nuances a cada audição, mostrando por que a banda continua sendo uma das maiores referências do metal progressivo, resgatando sua essência sem soar nostálgico. Pelo contrário: incorporando elementos modernos na medida certa, provando que é possível evoluir sem perder a identidade, sendo um álbum direto, intenso e carregado de emoção, capaz de envolver o ouvinte do primeiro ao último acorde.
Então, já deixe o play correr suave e esqueça o tempo passar, pois FWX é uma experiência que merece ser apreciada sem moderação.