Diante de perdas trágicas, restou mais evolução
Por Michel Sales
Em 1986, com a morte de
Cliff Burton (B), o Metallica viveu um período de instabilidade durante uma
sequencia promissora referida por Ride The Lightning e Master Of Puppets,
discos consagrados pela banda e que pouco destacaram características do Kill
'Em All com Dave Mustaine (Megadeth), já que o gênio Cliff havia tomado as
rédeas do Metallica, norteando o estilo do grupo com inteligência e habilidade.
Burton tocava piano,
entendia de partituras, adorava livros e filmes de terror e tinha como ícones
no baixo: Geezer Butler, Phil Lynott, Geddy Lee e Lemmy Kilmister, além dos
guitarristas Ritchie Blackmore, Alex Lifeson, Jimi Hendrix e Tony Iommi.
Tempos atrás, James
Hetfield referiu que a influência de Cliff no Metallica foi fundamental para a
ascensão da banda. Durante o acidente fatal com Cliff, o Metallica estava em
turnê na Suécia quando o ônibus capotou e esmagou o baixista que dormia e foi
arremessado para fora da estrada. Nesse período, o Metallica já possuía
milhares de fãs no mundo e o sucesso com a venda de discos e ingressos
pressionava a banda para prosseguir desbravando fronteiras com sua música
agressiva.
Então, em 1987 o
Metallica apresentou o sagaz Jason Newsted como substituto de Cliff Burton. E
já no primeiro álbum com o novo baixista, a banda presenteou seus fãs com “...And
Justice For All” (1988), um disco mais progressivo e mal produzido, diga-se.
Já nos anos 90, o
Metallica evoluiu para um conceito bastante comercial, que perdurou até a saída
de Jason - antes do fracassado e repugnante St. Anger. No mais, o legado de
Newsted no Metallica se resumiu a uma fase de álbuns bem produzidos, mas com
flertes sonoros diversos no Thrash Metal desempenhado pela banda: Black Álbum
(1991), Load (1996), ReLoad (1997), Garage Inc. (1998) e S&M (1999), foram
discos que evidenciaram até mesmo um pouco de Grunge, New Metal, Country e Sinfonia, no
que fez crescer o cabelo de novos fãs e deixou careca os mais conservadores.
História parecida também
viveu Ozzy Osbourne, que após sair do Black Sabbath montou um super grupo com o
fantástico Randy Rhoads (Quiet Riot). Com Ozzy, Randy e sua Gibson Les Paul se
deram muito bem e logo ele gravou Blizzard Of Ozz (1980) e Diary Of A Madman
(1981). Mas em 1982, aos 25 anos, Randy Rhoads morreria em um acidente
desastrado de avião, quando a aeronave raspou no teto do ônibus da banda, bateu
em uma árvore, caiu e explodiu com ele dentro.
Ozzy Osbourne, Tommy
Aldrige e Rudy Sarzo testemunharam o avião em chamas. Desde então, o legado
deixado por Randy mudou a história da música influenciando milhares de
guitarristas no mundo, dentre eles, Yngwie Malmsteen, Dimebag Darrell, Steve
Vai, Zakk Wylde, Michael Romeo, John Petrucci, Alexi Laiho e até mesmo Jake E.
Lee (Badlands), seu sucessor.
Usando uma surrada Fender
Stratocaster, Jake chamou atenção do „Devorador de Morcegos‟ e com ele gravou
dois novos clássicos: Bark At The Moon e The Ultimate Sin, discos singulares e
aclamados pelos fãs. Mas com o tempo, Jake já não suportava mais as loucuras de
Ozzy com o abuso de drogas e numa treta e outra o Madman demitiu a lenda viva
das guitarras, que foi substituído por Zakk Wylde, outra fera que faria
revolução no Heavy Metal, mas essa história você também já está careca de
saber.
No mais, não é somente o
Metallica e o Ozzy que perderam e revelaram grandes músicos na cena Heavy
Metal. O importante é refletirmos que apesar das tristezas findadas na 'flor da
idade', o legado destas feras persistem na eternidade, demostrando referência,
curiosidades e sempre contagiando seu público fiel. Vida longa ao Rock N' Roll.
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